Arquivo da categoria: HOLANDA

HOLANDA . AMSTERDAM . CHEESE E MORE – VOCÊ JÁ COMEU QUEIJO AROMATIZADO COM LAVANDAS?


IMAGEM DESTACADA – Prateleira no Interior da Loja.

Inevitavelmente, quando se fala em Holanda, a imagem que vem à mente é de móóóiiita água, gado pastando, leite e queijos. São fantásticos!
A loja em questão fica em frente ao Bloemenmarket e faz o maior sucesso.
Provas estão à disposição dos pretensos compradores que se deliciam com os nacos dos queijos, mas quase sempre saem da loja sem comprar absolutamente nada porque os preços são muito mais salgados que os queijos.

Há queijos de diversos sabores distribuídos em vários tipos de embalagens.


O queijo escuro que se vê à esquerda nesta foto, é saborizado com alfazema. Não tive curiosidade para experimentá-lo. Na Provence caí na bobagem de pagar por um sorvete de lavanda e me arrependi; era tão perfumado quanto os sabonetes, as loções e tudo o mais que fabricam para perfumar. Valeu pela experiência.


Há muitos queijos incrementados com ervas e trufas. Estes sim, eram saborosos.

Mas a queijaria não se limitou à venda de queijos; a Cheese & More, como o próprio nome já diz, vende chocolates incrementados com amêndoas, avelãs, pistache e mais algumas delícias que só em olhar água a boca.
Vendem também os famosos stroopwafels – enjoativos por serem doces demais para meu gosto -, a receita de biscoitos mais antiga da Holanda. E por falar em biscoitos, a variedade também é grande.

A loja é uma festa de cores e sabores, além de muito atraente. Recomendo sem moderação.

As melhores histórias são encontradas entre as páginas de um passaporte…

CONTATO:

 

HOLANDA . AMSTERDAM . BY POPULAR DEMAND (Demanda Popular) . Onde Comprar Objetos Originais.


IMAGEM DESTACADA – Parcial do Interior da Loja.

Sem me delongar: trata-se de uma loja muito boa para compras. Objetos diferenciados estão à disposição do comprador nas várias prateleiras, sem proibições. O bisbilhoteiro pode dispor das peças a fim de analisá-las criteriosamente, sem problemas.

O endereço está ali em cima no mapa. E para que tenha idéia da variedade, seguem algumas fotos.
Passei por lá duas vezes; a vontade de trazer algumas coisas foi grande, mas me contive. Ficará para a próxima.

Tudo ressalta aos olhos, mas um objeto em especial chamou-me mais atenção: uma pequena máquina fotográfica.
A marca era totalmente desconhecida para mim: Lomo – as iniciais de Leningradskoye Optiko Mechanichesckoye Obyedinenie (União de Óptica Mecânica de Leningrado).

Daí, passados alguns dias de nossa chegada ao Brasil, ao passar as fotos da loja BPD para o computador, lembrei-me do nome da máquina e pesquisei o seguinte: trata-se de uma tentativa de introduzir no mercado u’a máquina de foco único tal qual aquela que aqui no Brasil era conhecida como Kodak Rio 400 – não é só o primeiro soutien que a gente não esquece; a primeira máquina fotográfica também não.

O assunto é tão sério, que já existe uma Sociedade Lomográfica Internacional!
O objetivo é libertar-se de “técnicas” e clicar o que o você vê –  simples como piscar de olhos.
O Brasil já entrou nesse time, mas confesso que nem desconfiava do que se tratava.

Essa história é fora de série e começou em 1982. Caso queira saber mais a respeito do assunto, basta clicar aqui.
Achei interessantíssimo o objetivo do proprietário da fábrica: a criação de imagens sem preocupações com foco, iluminação, enquadramento… Daí me lembrei do seguinte: tenho u’a máquina que filma até 20 (ou seria 30? Já nem sei mais) metros de profundidade. A pequena não é Carmem Miranda, mas é notável. Acontece que para saber tudo o que a danada é capaz de fazer, eu teria que, literalmente, estudá-la! Daí, istepô, desisti. Li o manual do princípio ao fim, mas não é possível memorizar aquele livreto porque é muita coisa. Acabei ficando naquele basicão mesmo…, e tá muito bom. É isso aí!…

“As pessoas não fazem as viagens; as viagens fazem as pessoas.” -John Steinbeck.

CONTATO:

 

HOLANDA . AMSTERDAM . BLOEMENMARKT – O Mercado Flutuante de Flores . Onde Comprar Lembranças da Holanda.


IMAGEM DESTACADA – Parcial do Interior da Loja.

COMO CHEGAR
Levando em consideração que estávamos hospedados no Singel Hotel e o mercado de flores fica próximo, obviamente, optamos pela viação canelinha – as pernas.
Caminhamos lentamente até encontrarmos o mercado, localizado à beira do Singel Canal. Não demoramos mais que meia hora.

DE QUALQUER PARTE 
de Amsterdam o turista encontrará todo o tipo de condução para chegar a seu destino.

O QUE COMPRAR
Há uma infinidade de artigos holandeses para o turista comprar como lembrança – chaveiros, canecas, ímãs de geladeira, sementes em geral -, além de bulbos de tulipas e outros tipos de plantas tais como algumas que são bem conhecidas no Brasil:  lança e espada de São Jorge, cactos, costela de Adão, zamioculca e outras tantas.
A bem da verdade, não achei lá essas coisas o mercado de flores; o forte do Bloemenmarkt são as lembranças da Holanda, e esses artigos encontramos por toda a cidade. Mas, como está indicado como atração de Amsterdam, lá fomos nós.
Agora, maravilhosas, são as lojas que estão justamente em frente ao mercado de flores: as de venda de queijos, por exemplo, oferecem amostras fartas de seus produtos, e uma outra, especializada em artigos natalinos, é sensacional (motivo para outra postagem).

Miniaturas em louças das casas holandesas e ímãs de geladeira encontramos fartamente em cada balsa dessas.



Claro, não poderiam faltar os tamancos e as tulipas artificiais.


E como as drogas são liberadas, encontra-se até maconha enlatada, papéis para enrolar os cigarros que são consumidos em Cafés determinados – os “pontos” de encontro para quem gosta do babado.


 Cactus também encontramos de tudo que é jeito. Até em tamanho gigante, como nunca havia visto.


Alguns objetos decorativos me remeteram ao nordeste brasileiro. Vai saber!…

Quanto às flores… foi decepcionante. Levando-se em consideração o tipo de comércio anunciado, achamos a oferta bem raquítica.
Vale pelo que disse acima: o entorno é rico em comércio e o turista poderá bisbilhotar bastante.

” Viajar primeiro te deixa sem palavras. Depois te transforma num contador de histórias.” – Ibn Battuta.

CONTATO:

HOLANDA . AMSTERDAM . ALBERT CUYPMARKET . Uma FEIRA Espetacular Onde Você Encontra “De Um Tudo”.


IMAGEM DESTACADA: O óbvio…

A-DO-RO! feiras de bairro e frequentei-as assiduamente enquanto eram montadas perto da rua onde morava.
Quando me vi no portal da Van Woustraat, imediatamente pensei: meu Paraíso holandês é aqui! São 700 m de puro encantamento para quem gosta do babado.
Gostar de feiras livres é uma vocação; uma doença. Tá no DNA, sei lá; só sei que não tem cura. Não sabia prá onde olhar e cheguei até a bolar uma técnica para não perder nada: ir até à Ferdinand Bolstraat por um lado e voltar ao portal pelo outro. Não funcionou e acabei fazendo um zig-zag danado.
Peguei a indicação no blog do brasileiro Daniel Duclos e lá fomos nós.
Diria tratar-se não de uma Torre, mas de uma Feira de Babel. 
Por ter-se transformado em atração turística, inevitável ouvirmos vários idiomas e a diversidade de ofertas.

QUANDO IR e COMO CHEGAR AO BAIRRO DE PIJP (pronuncia-se Péi)
Desde 1912 que a feira funciona de Segunda à Sábado no horário de 9.30 h às 17.00. Esse horário poderá variar em função de condições climáticas, principalmente no Inverno.

Fomos até à Stationsplein (Praça da Central Station) e de lá tomamos um tram (o bonde).
São várias linhas que passam pela feira: a 16 e a 24 deixam-no na porta. As linhas 5, 3 e 12 passam nas proximidades. Como pagar, em que porta entrar, o que fazer para descer, abrir porta e outros etecéteras, veja aqui. É bem fácil.

Daí, para não me delongar, veja nas fotos quantas opções você encontra na feira. E vo-te dizê uma côza, istepô: não percorremos a feira toda. São 300 barracas! Naquele zig-zag paramos para comer um super hamburguer e de lá mesmo voltamos para comer a sobremesa nessa barraca da esquerda de quem entra na feira.


Logo que transpusemos o portal, à esquerda, vimos essa barraca. Ai, meus deuses! Ao ver os waffles recheados de chocolate, a boca encheu d’água. Onde comi a sobremesa? Lá mesmo. Um waffle feito na hora, quentinho, com calda de chocolate. 


O divino-espetacular waffle quentinho.


São diversas barracas de roupas. A maioria com estampas e/ou cortes muito interessantes.


Encontrar relógios nesse tipo de comércio é até normal. Agora, a quantidade de pulseiras…, nunca vi igual. 


E os queijos? E-os-quei-jos???


Malas, mochilas, carteiras, porta isso, porta aquilo…


As campainhas para bicicletas são lindíssimas! Deu vontade de trazer uma mesmo não tendo bicicleta.


O sortimento de frutas secas dessa barraca é espantoso. Até castanhas do Pará encontramos, e a bom preço!


Nessa barraca entrei em êxtase. Por pouco meu fiel escudeiro não chamou o segurança prá me tirar dali. Vi azeitonas de variados tons de verde, cada um mais lindo que o outro. Ui! E as azeitonas pretas? Dê uma olhada na foto e veja a variedade “de tons”. A boca aguou do princípio ao fim. Que falta faz um frigobar no quarto do hotel. Caramba!


Camarões em conserva! Loucura total…


E as pastas, as trouxinhas de folha de uva, os ovos de codorna temperados? E o aroma de todas essas delícias, só me provocando?
Para quem adora comer como eu, a vontade é de carregar tudo prá casa.
Não sei se fui salva pela falta de frigobar no quarto do hotel ou não. Agora, tivesse esse conforto, com absoluta certeza eu teria feito um rombo no cartão de crédito.

Flores, sabonetes, pasta de dentes, shampoo, talco…


Perucas coloridas, produtos especiais para cabelo, apliques de diversas cores, e até mechados.Móveis? Também tem. Tem meia, tem tamancos – nada a ver com esses dois, mas também tem panela, tapetes.


Aparadores originais com aproveitamento de bicicletas.

Roupas de cama e mesa; bolsas (abaixo) com modelos inusitados. Gostei da carteira coruja, mas resisti bravamente e não a comprei.


Quem diz que trata-se de uma bolsa?


Achei interessante o discretíssimo pingente da gargantilha. Abaixo, tecidos com estamparias originais e bem alegres.

Outros artigos que nos chamaram atenção foram esses: cuecas com estamparia de folha de maconha – muito comum na Holanda -, e acessórios femininos prá lá de sexy.
A estamparia “canabis” (ou “marijuana”) também se encontra em roupas e acessórios masculinos e femininos impressa em várias cores.


Artigos para decoração…

Encontramos uma barraca vendendo mangas a €0,99 cada.
E eu que pensei que só aqui no Brasil é que existisse essa história insuportável de colocarem preços com esses 0,99 centavos…

Peixes de diversas espécies – frescos ou defumados – também são vendidos na feira. Camarão, por exemplo, havia de tudo que é tamanho, tipo e qualidade, com ou sem casca. Preços de meio quilo variando bastante: €8,90, €12,50, €17,50.
O polvo espanhol, a €24,00 o quilo. Patas de caranguejo a €10,00 o quilo (com aquele cascão e tudo), e ovas a €20,00 o quilo.

Para almoçar paramos em uma hamburgueria também sugerida pelo Daniel Duclos: a Butcher.

O espaço é pequeno, está escondidinho atrás de algumas barracas, mas não tivemos problemas para encontrar nem a Casa e nem mesa disponível.

Para meu gosto, a carne dos hambúrgueres poderia estar temperada, mas não é assim que funciona. Nem sal tem. O tempero está à disposição do freguês – o lado positivo da situação.

Há diversos tipos de pães para acompanhar o hamburguer.  O pão árabe ficou ótimo no sanduíche que pedi; pelo menos, não tive necessidade de ficar paqueirando o sanduíche para estudar a melhor maneira para dar a primeira mordida.
Todas as opções do cardápio são bem servidas.

Havia dois jovens trabalhando na Casa: um rapaz, que montava os hambúrgueres, e uma moça que os grelhava.
Justo quando a jovem se retirou para o interior da Burguer, o jovem perguntou-nos de que país éramos; quando pronunciamos “Brasil”, ele nos disse que sua companheira de trabalho era brasileira e logo a chamou em alto e bom som.
Batemos um papo rápido, mais gostoso que o próprio hamburger.
Ela já havia morado em Amsterdam, voltou ao Brasil onde permaneceu algum tempo, mas optou por retornar à Amsterdam para ficar definitivamente.
Peguntei-lhe como era viver naquela cidade e a resposta veio com um largo sorriso no rosto.  “Não saberia mais viver em outro país”, nos disse. Segundo ela, com o alto salário! que recebe para tostar os hambúrgueres, ela vive tranquilamente: paga aluguel!, contas públicas, veste-se, diverte-se, e ainda sobra dinheiro.
Aconselhou-nos a não ficarmos em hotel, e, caso voltássemos à Amsterdam em outra ocasião, que alugássemos um apartamento por temporada. – É bem mais barato que ficar em hotel. Segundo afirmou, está feliz; muito feliz.



Meu fiel escudeiro, ao ver esta saboneteira, não pestanejou e comprou-a. Ficou uma graça na bancada do banheiro.

A feira é fantástica, não resta a menor dúvida. Na próxima ida à Amsterdam quero percorrer toda a feira. Mas, não em zig-zag.


CONTATO:

HOLANDA . AMSTERDAM . VAI COMER AGORA OU VAI LEVAR PRÁ LEVAR PRÁ CASA? SÓ COISA BOA!


IMAGEM DESTACADA – Fachada da Loja.

ENDEREÇO: Haarlemmerstraat 5 HS, 1013 EH Amsterdam, Países Baixos.
HORÁRIO DE ATENDIMENTO: De 2ª à Sábado de 8.00 h às 22.00 / Domingo: De 10.00 h às 22.00 h.

Em nosso primeiro dia de Amsterdam chegamos ao hotel em torno de 12.00 h. Como o horário do check-in seria a partir das 14.00 h, deixamos nossas malas guardadas em um espaço apropriado e saímos para almoçar. Continuar lendo HOLANDA . AMSTERDAM . VAI COMER AGORA OU VAI LEVAR PRÁ LEVAR PRÁ CASA? SÓ COISA BOA!

HOLANDA . AMSTERDAM . Patos de Borracha Fabricados Pela Holanda Com Seiva de SERINGUEIRA!!!


IMAGEM DESTACADA: Vitrine da Duck Store.

Não entendo a atração que esses patos de borracha exercem sobre uma fatia considerável de consumidores.
Patos desse tipo fizeram sucesso nos anos 40, flutuando nas banheiras das crianças.
Não fosse o sucesso alcançado, não haveria lojas espalhadas em diversos países.
Esses patos estão grasnando em Roma, Barcelona (2 lojas), Milão, Paris, Ilha da Madeira, Florença, Limassol (Chipre) , Amsterdam (2 lojas), Lisboa (2 lojas), San Marino, San Sebastián, Sevilha, Mallorca.
Preços diferenciados. Compras poderão ser efetuadas pela Internet.


Há quem os ache um encanto. Particularmente, não compraria nenhum deles e caso recebesse algum de presente, passaria adiante. São muito feios!!!

NOTA: 100% natural, são fabricados com seiva de uma árvore muito conhecida dos brasileiros, a Hevea Brasiliensis, muito conhecida como seringueira ou árvore da borracha.


CONTATO:

 

HOLANDA. KEUKENHOF 2020. Comece a Se Organizar!


IMAGEM DESTACADA: Final Feliz de um trabalho planejado e executado com amor. Muito amor.

Foi a Angela!
que também nos despertou curiosidade em conhecer Keukenhof.
Da mesma maneira que a amiga se encantou pelo parque por intermédio de fotos, fomos despertados Continuar lendo HOLANDA. KEUKENHOF 2020. Comece a Se Organizar!

HOLANDA. AMSTERDAM. CASA BRASIL PORTUGAL: Tudo Para a Sua Feijoada!


IMAGEM DESTACADA: Fachada do mercado.

COMO CHEGAR:
Como estávamos hospedados em hotel próximo à Centraal Station, o Singel Hotel, quando não usávamos a viação canelinha – nossas pernas -, íamos de bonde até onde fosse mais próximo de nosso alvo e depois continuávamos a pé. E foi assim que fizemos para chegar à Kinkerstraat, onde no número 28 pulsa um coração do Brasil ao lado de outro de Portugal. Continuar lendo HOLANDA. AMSTERDAM. CASA BRASIL PORTUGAL: Tudo Para a Sua Feijoada!

HOLANDA. AMSTERDAM. Singel Hotel – Recomendável, Mas Com Mínimas Restrições.


IMAGEM DESTACADA: Uma das Pontes Que Atravessa o Canal Singel.

Conforme já escrevi em postagem anterior, desde 2013 que partimos do Nordeste para a Europa. Motivo: encurtamos a viagem em 3 horas!
Viajamos do Rio para Recife ou Fortaleza. e de lá tomamos rumo para a Europa no dia seguinte. Nossa preferência como ponto de partida é Fortaleza.

O tempo de voo anunciado no site da KLM era bem mais que 9 horas de viagem. Quando o comandante anunciou que nosso tempo de voo seria de 8.30 h – gratíssima surpresa que me deixou mais feliz que urubu no lixo -, fiquei certa de que o Nordeste “É” o melhor ponto de partida para o exterior.

Desembarcamos no Aeroporto Schiphol, em Amsterdam,  já com as passagens de trem para a Estação Centraal em mãos, adquiridas aqui no Rio com bastante antecedência.

SCHIPHOL/CENTRAAL
Cobrir esse percurso em trem é bom para quem não se importa com essa “modalidade” de stress. Até poucos anos não dava a menor pelota. Agora, fico toda empelotada (com trocadilho e tudo) só em pensar nesses 15 minutinhos de viagem.
Os trens respeitam rigorosamente os horários de chegada e partida e isso significa que você tem que estar dentro do vagão na hora em que o chefe da estação apitar para o trem partir.
E você, normalmente, não consegue (e nem deve tentar) subir no vagão enquanto os passageiros estiverem descendo. Não há espaço para vai-e-vem, normalmente, em portas de trem.
Há quem desça essas estreitas escadas com malas que parecem armários;  bengalas, andadores, cadeiras de rodas, carruagens de bebês, enfim…cada um viaja com os apetrechos necessários às suas necessidades e isso tem que ser respeitado, bem como ficar atento ao apito do chefe da estação.
É uma confusão que estressa muitos passageiros que estão na plataforma esperando uma brecha para embarcar com malas que parecem armários, bengalas, andadores etc…etc… Daí, moquiridu, o taxi, sem a menor dúvida, é o melhor meio de transporte nesses casos, principalmente para os jovens acima de 70 anos.
O que fizemos na saída de Amsterdam? Deixamos de lado os bilhetes Centraal Station/Schiphol comprados aqui no Rio e solicitamos os serviços de taxi de uma brasileira: a Carol, do Andantes na Holanda.
Apesar da viagem curta, valeu demais nos proporcionarmos esse conforto até ao aeroporto, bem como a conversa que tivemos com a Carol a respeito de Amsterdam – oportunidade de nos inteirarmos um pouco a respeito das obras que no momento tomam conta da cidade onde a brasileira reside há 10 anos.

Fazia muitos anos que não ia a Amsterdam. Ao descer na Centraal fiquei surpresa com o  movimento de pedestres e de bicicletas, obviamente.
Era a primeira vez de meu fiel escudeiro na cidade e os primeiros momentos foram impactantes para ele, principalmente quando viu o estacionamento das magrelas à direita de quem sai da Centraal. Sentiu na própria pele que teria que ficar atento não só com as bikes, mas com patinetes e patins elétricos, ônibus, trens, ciclomotores, e o que mais encontrasse pela frente.

E foi justamente para esse lado do canal que arrastamos nossas malas para chegar ao Singel Hotel, caminhando contra um vento frigidíssimo de Primavera – 5º (cinco graus) -, a temperatura que o celular marcava ao meio dia!
Como só poderíamos entrar no quarto a partir das 14.00 h, deixamos nossas bagagens em lugar apropriado na recepção e saímos para almoçar. Não fomos longe porque o frio era demais! E quando comentamos que havíamos embarcado horas antes em Fortaleza, aí mesmo é que o frio aumentava.
Almoçamos no Joselito – escreverei a respeito mais tarde – e voltamos rapidinho para o hotel, onde permaneceríamos por 16 dias.

O OBJETIVO DA VIAGEM
era visitar Keukenhof (clicar aqui ), incentivada pela amiga Angela Loreto que o havia visitado em 2017 e gostou imensamente.

A LOCALIZAÇÃO DO HOTEL
é excelente! Fica de frente para o Canal Singel, o que já vale pelo visual e pela facilidade de se chegar a lugares interessantíssimos a pé.

Localizado logo após a igreja.

Está próximo à Centraal Station – a principal estação ferroviária da cidade, em frente da qual estão os pontos de partida de vários bondes (trams). Lá você poderá pegar Metrô e, nos fundos da Centraal, está a balsa que atravessa o RIO IJ, gratuitamente.
No segundo piso – acessível por escadas comuns, rolantes, e elevador -, ficam os pontos de ônibus que o levam a diversos destinos – Zaansen Schans é um exemplo.
Da frente do Ibis Hotel, localizado ao lado da Centraal, partem barcos turísticos panorâmicos que funcionam também à noite, com menor movimento.


São empresas diferentes e vivem lotadas. Vimos filas incrivelmente longas em ambos os lados da ponte, em horários próximos ao meio-dia.

A área onde está o Singel Hotel está próxima de muitas novidades: é cercada por bons restaurantes, lojas de lembranças, supermercados, sex-shops e lojas especializadas em acessórios e “matéria prima” para usuários de certas substâncias “antidepressivas e vitaminadas”.

 SINGEL HOTEL – ACOMODAÇÕES

Houve um dia em que vi um dos funcionários do hotel arrumar esse quarto de frente (foto acima e abaixo).  Pedi-lhe licença, entrei e o fotografei. Veja bem: fotografei o quarto!
A vista maravilhosa para o canal talvez compensasse o tamanho do cômodo, bem menor ao que reservaram para nós, nos fundos.Uma vantagem desse quarto estava no banheiro: cortina no box, enquanto que em nosso 306 – super espaçoso e tranquilo -, as  duas desvantagens estavam igualmente no banheiro: apenas um vidro muito estreito separava o chuveiro (de cano curtíssimo) da pia, a ponto de meu fiel escudeiro, o primeiro a usá-lo, rir muito ao sair do banheiro. Segundo ele, foi a primeira vez que tomou banho encostado na parede!… Era bem isso.
O outro ponto negativo foi o piso escorregadio do box e a falta de alça de segurança – previsíveis problemas para hóspedes e hotel.

Box do apartamento da frente, no 3º andar.
Box do quarto 306, sem cortina, mas com um vidro totalmente inútil separando pia e área do chuveiro.

Pendurado na parede do box do quarto 306, um rodo semelhante ao da foto acima era usado por mim e meu fiel escudeiro todas as vezes que terminávamos nosso banho – esse problema, sim, foi bem inconveniente.
Tínhamos receio de escorregar no próprio box e na água que molhava a metade! do chão do banheiro. Não havia outro jeito: tínhamos que nos abaixar e usar o pequeno rodo até enxugar toda a água. Isso foi bastante desconfortável para nós, dois idosos (72 e 79 anos).
Nossos chinelos e o tapete eram retirados dessa área a fim de que não molhassem. Por mais que ficássemos colados à parede, os respingos molhavam bastante o piso do banheiro.

No mais, havia lugar junto ao espelho para colocarmos nossos apetrechos com folga.
Toalhas (4) eram trocadas diariamente; não faltava papel sanitário, o secador funcionou satisfatoriamente, e a iluminação era muito boa. Chuveiro com boa queda d’água, e duas saboneteiras grandes foram presas na parede: uma acima da pia, e outra próxima aos controles do chuveiro.

No quarto 306 o colchão é largo e há dois travesseiros para cada hóspede. Colchão e travesseiros muito confortáveis.
Mesas de cabeceira de excelente tamanho, com gavetas, e vários tipos de iluminação são controlados da cabeceira da cama.

Na bancada há telefone, máquina de café, sachés de chás, cápsulas de café, xícaras e copos. Duas cadeiras, uma pequena poltrona completam a decoração. Cofre e um pequeno ventilador estavam no armário aberto. Abat-jour, aquecimento de ambiente e maleiro dobrável. Cabides na parede.

Hall dos elevadores – bem iluminado e decorado com bom gosto e originalidade.

O hotel  é limpo e bem arrumado. Decoração original com fotos de Amsterdam em todos os ambientes: quartos, halls de elevadores e espaço onde é servido o café-da-manhã.

No ESPAÇO DO CAFÉ DA MANHÃ
o ambiente prima pelo aconchego e conforto.
Opções diferenciadas para o hóspede ocupar após servir-se de farto e delicioso café da manhã não faltam: sofás e poltronas estão à disposição, bem como u’a mesa longa com capacidade para 12 pessoas se acomodarem em cadeiras altas. U’a mesa de modelo convencional com 6 cadeiras não foi esquecida (à esquerda, na foto acima).

O CAFÉ da MANHÃ
é farto e variado: pães de diversos tipos, biscoitos, manteiga com e sem sal, geléias, frios, queijos, iogurte, salada de frutas, frutas inteiras, sucos, leite frio e cereais variados. Salada de tomate e pepino. Torradeira.

Ovos cozidos, quentes, omeletes e linguiça frita. Água quente. Forno de microondas. Doces variados de-li-ci-o-sos.

Mel, chás diversos, adoçantes e açúcar cristal.

Em nicho separado ficam os sucos, água gelada, xícaras e copos. A máquina serve chocolate quente, café cappuccino, café expresso, leite macchiato, leite comum, água fervente, e mais duas modalidades de café das quais não me recordo.

Na recepção há sucos de diversos sabores, água mineral com e sem gás, refrigerantes, vinhos, biscoitos, chips de batata, cervejas, achocolatados e muitas outras coisas, incluindo guardas-chuvas por motivos óbvios.
Ah! Quase ia me esquecendo: em vitrine especial, que não fotografei, várias lembranças da Holanda e Amsterdam: ímãs de geladeira, saleiros, xícaras para cafezinho, objetos decorativos diversos em louça, bem como as tradicionais casas holandesas pintadas em azul e branco cujo conteúdo é a famosa bebida Jenever – resultante da destilação de cereais, especiarias e de um fruto chamado zimbro, semelhante ao mirtilo (Zimbros lembra-me a praia de mesmo nome em Bombinhas, Santa Catarina).

“Viagem e Fotografia: uma mistura homogênea que causa “felicidade”! CONSUMA SEM MODERAÇÃO…” – Joze de Goes

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