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HOLANDA. KEUKENHOF 2020. Comece a Se Organizar!


IMAGEM DESTACADA: Final Feliz de um trabalho planejado e executado com amor. Muito amor.

Foi a Angela!
que também nos despertou curiosidade em conhecer Keukenhof.
Da mesma maneira que a amiga se encantou pelo parque por intermédio de fotos, fomos despertados pelas fotos e comentários da Angela.

COMO CHEGAR à KEUKENHOF
Em sua postagem, a amiga Angela conta com riqueza de detalhes como chegou à Keukenhof partindo de Amsterdam.
1 – Pegou trem na Centraal Station até ao aeroporto;
2 – De lá tomou o ônibus do próprio parque, que estaciona no Schiphol Aeroporto em lugar com referência- Angela o menciona em sua postagem.

Evidentemente que partiríamos prá cima desse esquema – já tinha até decorado a informação -, caso eu não tivesse encontrado outro meio de chegar ao parque um pouquiiinnnho mais prático: adquirimos tickets de ônibus pela internet (só não me lembro por intermédio de quem) e os imprimimos.
Nesse impresso havia um aviso de que precisávamos passar no andar térreo do This Is Holland – um prédio redondo que fica ao lado do Adam Lookout – e trocá-los pelo ticket definitivo, esse que você vê na foto abaixo.

Ticket de ida e volta.

O horário de embarque no This Is Holland é você quem escolhe.
No momento da aquisição do ticket pela internet, os horários de saída dos ônibus são informados.
Portanto, fique atento aos horários de ABERTURA e FECHAMENTO do parque, que vão de 8.00 h às 19.30 h, diariamente.

COMO CHEGAR ao THIS IS HOLLAND
Trata-se de um edifício redondo e nanico – considerado-se o prédio ao lado – que fica do outro lado do Rio IJ, na parte norte da cidade. Para atravessar o rio há balsas “de grátis” que o atravessam em apenas 3 minutinhos.
Atenção para a direção a seguir! Pegue a Buiksloterweg Ferry, que atravessará o rio em uma linha reta; ao descer do outro lado siga pela esquerda, atravesse uma pequena ponte, e logo você estará no prédio redondo – o nanico.


Ao fundo vê-se o prédio do A’dam Lookout. À sua esquerda está o This Is Holland – tão pequeno, que não se consegue vê-lo nem da balsa!
Aqui, cada um se ajeita como pode. Tenha cuidado para não ser atropelado por um ciclista mesmo na balsa! 


Já do outro lado do Rio IJ. Ao fundo, o telhadão que protege os pontos dos ônibus, e que aparece em muitas fotos de Amsterdam. 

Entramos em uma fila única para sermos atendidos e, ao recebermos nossos ingressos, fomos imediatamente direcionados para o ônibus de turismo estacionado ao lado do edifício.
Ele vai direto para Keukenhof e sai, pontualmente, no horário marcado no ticket – 10.15 h. Ou seja: do jeito que a comodista aqui a-do-ra!


Interior do ônibus que sai do This Is Holland e segue direto para Keukenhof. O da volta foi tão confortável quanto esse. Valeu a experiência mesmo fazendo bobagem.

A MANCADA
Vejam bem: o ticket é do tipo HopOn/HopOff. Isso significa que, nessa categoria de serviço de ônibus, você pode saltar, passear à vontade, visitar seus pontos de interesse, e pegar o próximo ônibus no horário que bem entender. Claro, obedecendo os horários de parada previamente informados para aquele ponto.
É assim que funcionam os ônibus que trabalham nesse sistema HopOn/HopOff em tudo que é parte do mundo.
Aconteceu que ficamos preocupados com o horário marcado para a volta – 14.45 h -, e por conta disso não visitamos o parque como desejávamos (faltou ver muita coisa).
Almoçamos coszóios no relógio e logo depois fomos em busca do estacionamento dos ônibus de turismo em uma pressa de dar pena. Imagine a cena: dois véios ziguezagueando entre tulipas e jacintos – ói que chiques! -, à procura de um ônibus! Ninguém merece, a não ser quem seja um istepô de raiz ou herdou por DNA.
Chegamos a entrar em uma fila para comprar cafés, mas acabamos saindo com receio de nos atrasar. Estava demorando muito o atendimento.
Sem o mapa do parque – outra asneira que fizemos foi não pegá-lo – em mãos, perdemos a direção da saída e tivemos que perguntar.
Enfim, foi uma despedida meio aflitiva, mas, como desgraça pouca é bobagem, não parou por aí. Piorou bastante a sensação de perda quando vimos, não de muito de longe, que um ônibus igualzinho ao em que chegamos estava saindo. Caramba! E eu que havia fotografado a placa do dito cujo para não perdê-lo de vista!… e agora ele tava indo embora embaixo de nossos narizes. Buá!…, buá!…, bu-á.


Foto clicada em vão.

Como vimos um motorista batendo um papo junto à porta de outro ônibus, aproximamo-nos e lhe mostramos nossos tickets.
Ele os olhou… e…, sem interromper a conversa com o amigo, nos disse simplesmente o seguinte: “Podem embarcar”.
Mais tarde, com calma, foi que li o ticket com atenção e morri de raiva de minha estupidez. Não tínhamos que observar o horário escrito na passagem coisíssima ne-nhu-ma!
O sistema não era HopOn/HopOff ? Portanto, tínhamos muito tempo ainda pela frente!… E, se perdêssemos o último biscoito do pacote (o tal Hop Hop), ainda teríamos a opção de pegar algum ônibus da Conexxion e ir até ao aeroporto, de cujo subsolo partem trens para a Centraal Station a todo instante. Simples assim.
Fica o aviso: tenha sempre com você os horários de todas essas conduções!

OBS: No mapa do parque, observe que à esquerda da entrada principal há um ícone de um ônibus, indicando que alí É a parada deles.
E do lado direito, na parte inferior das indicações do parque, está a  confirmação de que os pontos dos ônibus da Conexxion – 858 (Schiphol), 854 (Leiden) e 50 (Haarlen) – ficam justamente nesse espaço à esquerda da entrada do parque (foto abaixo).
Inicialmente, em minha busca incessante intitulada “Como chegar a Keukenhof ?” só me aparecia um caminho na internet: nós teríamos que ir para Haarlen de trem, para depois então seguir em ônibus para Keukenholf. Ói prá isso!… Felizmente – Óh, céus! – encontrei a tal opção bem melhor para chegarmos ao parque.


 
TODOS OS ACESSOS PARA KEUKENHOF
são minuciosamente descritos em dois blogs: Ducs Amsterdam e Viagem na Viagem.
Em ambos você encontrará pontos de partidas e horários de diversos ônibus, incluindo um mapa. Shows de bola! Daí você se pergunta: – Ora, bolas! Por que você então não os consultou?
– Porque só fui encontrar essas opções agooooora, ao escrever a postagem. O único caminho diferente que encontrei foi justo esse do HTS – Holland Ticket Services.

A PRÓXIMA ABERTURA DO PARQUE, em 2020,
já está sendo anunciada para o período compreendido entre 21 de março a 10 de maio de 2020 no site https://keukenhof.nl.
“Dicas de visita :
Quer aproveitar a paz e tranquilidade de Keukenhof ? É menos movimentado antes das 10:30 e depois das 16:00.
A luz do sol da manhã e da tarde permite-lhe tirar fotografias maravilhosas. Também é menos movimentado nas segundas, terças e quartas do que nos outros dias da semana.”

O mapa marca, à direita, onde está o moinho de onde partem barcos que margeiam os campos de tulipas – outra atração de Keukenhof.
O moinho também está aberto à visitação e é bastante concorrido. Agora, se você quiser visitar moinhos, opções não faltam na Holanda e uma delas é Zaanse Schans, alvo de futura postagem.

ONDE COMER?
Moleza, se você tiver com o mapa do Paraíso na mão. Basta seguir o figurino, como dizia meu pai, e atender ao apelo de seu estômago. Daí, môquirido, não tem erro: você chegará rapidinho. Falou?
Aviso: não se impressione com o movimento que poderá encontrar nos restaurantes. Tudo é tão organizado, que você se servirá tranquilamente, a fila para pagar anda rápido, e lugares à mesa não faltarão. Fique tranquilo que já deu tudo certo.

Almoçamos no Wilhelmina – muito bom! A salada com camarões estava excelente.

E agora chega de blá, blá, blá e vamos ao vídeo e às fotos.

Um japa entrou na minha foto!…


Passagem do tempo…

 

 

 

As tulipas mais nobres ficaram abrigadas em uma estufa, incluindo uma chamada “Brasil” – assunto para a próxima postagem.

VIAJO. LOGO, EXISTO.

 

HOLANDA. AMSTERDAM. CASA BRASIL PORTUGAL: Tudo Para a Sua Feijoada!


IMAGEM DESTACADA: Fachada do mercado.

COMO CHEGAR:
Como estávamos hospedados em hotel próximo à Centraal Station, o Singel Hotel, quando não usávamos a viação canelinha – nossas pernas -, íamos de bonde até onde fosse mais próximo de nosso alvo e depois continuávamos a pé. E foi assim que fizemos para chegar à Kinkerstraat, onde no número 28 pulsa um coração do Brasil ao lado de outro de Portugal.
Em frente à Centraal é o ponto final de vários trams (bondes) e uma das linhas é a 17, que passa justamente na Kinkerstraat.
As outras linhas são a 5 e a 7, cujos pontos de partidas ficam bem afastados da Centraal.


Poizé. E como nada acontece por acaso…
Estávamos seguindo as dicas da enciclopédia Ducs Amsterdam, quando passamos pela porta da Casa Brasil Portugal.
Entrar, não entrar; por que não entrar? Entramos. E bastou cruzar a porta – mais uma fronteira, melhor dizendo – que essa curiosidade transformou-se logo em festa em seu sentido mais amplo.
Começou com um sonoro e sorridente “Sejam bem-vindos”. Nooosssa! Como é bom ouvir e falar nosso idioma quando estamos longe de nosso país.
Fomos recebidos por duas brasileiras super simpáticas que adotaram Amsterdam para viver. Ambas trabalham com outro brasileiro, nascido no Espírito Santo, que reside nesta cidade há mais de 20 anos: o proprietário do ponto de encontro/loja de festas.
Mas, por que loja de festas? Môquidu, pense bem: você está em Amsterdam, longe prá burro de tudo que você mais ama e, de repente, você encontra brasileiros com quem conversar em seu idioma. Prá completar a felicidade, nesse espaço você se depara com o Brasil espalhado por muitas prateleira e ainda encontra tudo! de que precisa para caprichar “naquela” saudosa feijoada de domingo! Prestenção nisso, istepô!!! E com direito à preparar aquela caipirinha!… É bom demais da conta, sô – já diria o mineirim. Foi de arrepiar. Duvida? Dá uma olhada nas fotos abaixo:


Opções de feijão não faltam. O arroz já está ali ao lado do pretinho básico para compor a famosa dupla.

E como o que dá o gostinho no feijão, é aquela gordurinha das carnes, aí está o toicinho.
Tenho um colesterol de estimação muito bem cuidado, mas confesso que essa história de “feijãozinho light” não cola. E confesso: fica melhor ainda se a gordurinha for da carne-seca. Ah! E o feijão tem que ter muito tempero.

VEJAM A COUVE, CORTADA BEM FININHA.

O azeite Gallo viaja de Portugal sem passaporte, em voo sem escalas, e  vai cantar em mesas portuguesas e brazucas em Amsterdam – sente a força do galináceo!


Pois é… As mais aguardentes mais conhecidas do brasileiro também cruzaram o Atlântico e estão lá, só aguardando o limão cair dentro junto com as pedrinhas de gelo.

Mas, vai que você seja mais chegado a uma moqueca de peixe, de camarão, ou de frutos do mar? Sem problema, porque a variedade de pescados é grande.

E se você preferir as penosas…, também vai encontrá-las lá, fresquíssimas.

Risoles de camarão, frango e carne podem iniciar os trabalhos da comilança. E se bater preguiça de ir pro fogão, há pratos prontos congelados, massas, molhos, temperinhos… Tem até fubá e “pão ralado” – a farinha de rosca.



Guaraná natural e industrializado, produtos da Royal (pudins, gelatinas, bicarbonato – o pó Royal) e da Nestlé (creme de leite e leite condensado), uvas passas. E as balas expectorantes? 

Arrependi-me por não ter trazido o sabonete de lima, o de leite de burra e o sabão especial para lavar roupas de lã, nylon e sedas.
O sabonete de côco promete hidratação na embalagem – faz sentido.
Produtos de higiene e limpeza que costumamos ver nas prateleiras dos supermercados brasileiros também fazem parte do estoque da Casa Brasil Portugal

…bem como novidades como a batata em flocos para fazer purê e o creme de mariscos da Maggi. Desse, trouxe três pacotes.
Segundo comentários de uma das funcionárias, a Maggi exporta produtos brasileiros que não são vendidos aqui no Brasil com S. Vai entender…

FARINHA DE MILHO..,. PÃO RALADO…

Cariocas e gaúchos não sentirão falta do mate, do açaí e nem…

…do bolinho de aipim para acompanhar um cafézinho. Basta prepará-lo com a massa da Renata, outro produto que também nunca vi por aqui.

 

Sacos com temperos e sem gordura facilitam a vida de quem esquenta a barriga no fogão. Mais práticos, só aqueles que já vêm com o frango dentro. Trata-se de outro produto que não ainda não encontrei à venda aqui no Brasil. Os sacos, sim; mas, sem os temperos.

A salsicha para o cachorro-quente também não foi esquecida, bem como o azeite de dendê para a sua moqueca.

Banha de porco, manteiga ou outros tipos de óleos para cozinhar, você os encontrará com a maior facilidade nesse mercado.

Aqui neste nicho, tal qual antigamente aqui no Brasil, o bacalhau seco é cortado em uma guilhotina. Nada de bacalhau molhado e embalado, que pesa bem mais e só serve para enganar o freguês.


Cervejas e água mineral Pedras, super saborosa.

Enfim, tudo muito familiar na Casa Brasil Portugal, lugar onde não há como não se sentir à vontade.
E como algumas pessoas diziam antigamente, “lá tem de um tudo“. De parabéns todos vocês!

E de repente, não mais que de repente, vem o inesperado e nos faz essa grata surpresa…

 

 

HOLANDA. AMSTERDAM. Cobra Café: É Cobra Engolindo Cobra.


IMAGEM DESTACADA: Acesso ao subsolo do Cobra Café.


O MOVIMENTO COBRA
foi criado por artistas vanguardistas europeus procedentes de Copenhague, Bruxelas e Amsterdã.
O manifesto foi redigido e assinado em 05/11/1948 em um Café de Paris, por 30 artistas, dentre os quais havia pintores, escultores, ceramistas, poetas, escritores…
Quem batizou o grupo foi o poeta e pintor belga Christian Dotrement (1922-1979), criando um acrônimo formado pelas iniciais das capitais citadas acima: CoBrA.
Cores vivas, bem como formas indefinidas – e algumas que lembram desenhos infantis –  caracterizaram o movimento inspirado justamente nas crianças e nos débeis mentais.
Não se prendiam à Escolas – o recado era dado com pinceladas espontâneas. Relevos criados pela aplicação excessiva de tintas transmitiam agressividade, mas esse também era o objetivo dos pintores. A liberdade para criar era total; o movimento era um extravaso daqueles que sobreviveram aos horrores da Segunda Grande Guerra.

O CAFÉ COBRA
Mas o que isso tem a ver com esse movimento? Tudo! A começar pelo nome do estabelecimento e pela decoração do interior, que exibe obras de Appel, Brands, Constant, Wolvecamp, Tajiri e Corneille – artistas que participaram do grupo dos 30.
A pintura de Brands, por exemplo, serviu de inspiração para a decoração do piso e das cadeiras. Pinturas e poemas foram reproduzidos nos uniformes dos funcionários e nas pituras das louças, menus e rótulos de vinhos.
Uma divisória super original de autoria de Tajiri divide visualmente os ambientes. O Cobra é frequentado por pessoas de todas as idades. O ambiente é iluminado no sentido mais amplo da palavra. É lugar de gente animada, festiva. Bastante concorrido.

O CARDÁPIO
é muito variado e você pode contar com a ajuda da turma que atende as mesas: são simpáticos, receptivos, conhecem bem o que a casa anuncia, e nos deram ótimas dicas para o almoço.

O cardápio oferece opções frescas, saudáveis e de combinações muito saborosas.

FESTAS
Vários tipos de ambientes estão disponíveis para casamentos, jantares requintados e festas em geral.
Para alguns tipos de recepção a casa oferece até 5 pratos variados ou um buffet de luxo. Jantares também são servidos para o mínimo de 40 e o máximo de 100 pessoas.
Resumindo: o Cobra tem espaço para até 400 pessoas se acomodarem. Bebidas, comidas e decoração poderão ficar por conta do restaurante. Basta combinar.


No sub-solo havia uma exposição que não tivemos a curiosidade de visitar apesar do convite original:

Ao descer as escadas de acesso aos banheiros, nos deparamos com mais obras de arte adornando as paredes.

Mas as atrações não se limitam à exposição informal do CoBrA: o banheiro também está inserido neste contexto.

BOUTIQUE NO BANHEIRO!
Foi a primeira vez que vi uma boutique, mesmo com poucos ítens à venda, “no hall” de um banheiro.
Bonés com o desenho da bandeira holandesa (o X) dentro de um coração, cabides de inox, livros e capas de chuvas, ítens da Heineken, o conhecido I AMsterdam e ingressos para Heineken Experience estavam à venda.

E como todo banheiro – sem contar com o que você usa no hotel e restaurantes -, é pago, instalaram a máquina bilheteira e catracas também neste hall. Mas, a surpresa maior ainda estava por vir.

A abundância de aço inoxidável chamou-me atenção. Como sabemos, a contaminação por bactérias nesse tipo de metal é mínima e não só por isso é adotado em hospitais.
É o metal ideal para ser empregado em banheiros públicos e o banheiro do Cobra mostra que sim.

Não tenho lembrança de ter visto em nenhum banheiro, indicação para que os papéis utilizados nos reservados sejam descartados nos vasos sanitários. Esse foi o primeiro, e a mensagem chega de maneira prá lá de chique: está emoldurada. Concluí, pelo requinte da apresentação do recado, que trata-se de mais uma obra de arte do acervo do Cobra. Vai saber!…

Mas o choque de modernismo e avanço tecnológico estava mesmo era nas portas das “casinhas” – era assim que alguns se referiam aos banheiros no século passado.
Prestenção! Quando os compartimentos estão vazios, os tronos ficam à mostra – até aí…, tudo bem.

Acontece que, na hora em que você gira a chave – só gira a chave! – o vidro fica embaçado e ninguém vê mais ninguém.
Na hora em que você gira novamente a chave para abrir a porta, ela fica transparente de novo. Essa mudança ocorre em fração de segundos!

Os menos atentos deverão ter todo cuidado no momento de abrir a porta. Caso a pessoa ainda não esteja composta e gire a chave… Foi o caso da jovem que não chega a aparecer na foto: foi apressada e acabou mostrando mais do que devia.

Esses BANHEIROS,
localizados no subsolo do café, são públicos e os bilhetes de entrada para esta atração são os mais baratos da praça: $0,50 (cinquenta centavos de euros). Normalmente pagávamos um pouco mais.
E ainda: há um pequeno desconto para quem apresentar a conta do Cobra Café no banheiro, e há outro desconto no Museu Cobra de Amstelveen para quem apresentar o ticket do banheiro (toiletvaucher). É Cobra engolindo Cobra

 

 

HOLANDA. Giethoorn – Um Lugar Especial Pertinho de Amsterdam.


IMAGEM DESTACADA: Giethoorn.

Em 14/4/2019 fomos para Giethoorn em excursão adquirida pela Viator.
Muitas empresas de turismo operam esse passeio, mas nenhuma com guia falando português. A Viator foi a primeira que encontrei após exaustivas buscas na internet, e por isso adquirimos nossos bilhetes. Lá embaixo explico melhor a meia esparrela em que caímos.

O PONTO DE PARTIDA
foi em frente ao Hotel NH Collection Amsterdam Barbizon Palace, às 10.30 horas, no lado oposto à Centraal Station – fácil de ser encontrado. O veículo era um micro-ônibus.
Atravessamos o Rio IJ por um túnel subaquático em direção a um monumento extraordinário que gostaria que meu fiel escudeiro conhecesse, mas não sabia como chegar até lá: O Afslutdijk, uma grata e inesperada surpresa.

LEMBRANÇAS
Aconteceu que, há muitos anos, apareceu um livro lá em casa que explicava em pormenores a construção da Holanda! A partir daí fiquei fã dos holandeses. Imaginar que um país foi construído inteiramente pela mão do Homem despertou-me curiosidade.
Mal sabia que após longos anos, em 1986, eu passaria pelo Afsluitdijk e, como não poderia ser diferente, lembrei-me do tal livro que tanto havia me impressionado.
O dique tem 32 km de extensão e foi construído de modo artesanal, considerando a época em que foi erguido.

PARÊNTESIS
Aconteceu que, com o passar dos anos, meus alvos mudaram. Mala também viaja, e agora estou viajando como uma delas e me sentindo ótima!
Exemplo? Museus. Chega! Retornei a dois dos principais de Amsterdam só para acompanhar meu fiel escudeiro. Seria injusto não estar a seu lado em uma hora enfadonha dessas, mas…era sua estréia na Holanda e tive que considerar.
Museus não me atraem mais.
Mas, vai daí que, como não tenho personalidade, acabei descolando um, chiquíssimo!, para quem gosta de bolsas e carteiras e aprecia o babado. Conto mais tarde.

I – AFSLUITDIJK – O DIQUE!
Hoje temos uma enciclopédia fantástica à disposição na internet, onde você poderá obter informações surpreendentes a respeito da construção da respeitável obra, considerada a maior da engenharia civil e projetando os Países Baixos no cenário mundial da Engenharia Marítima. Ufa!
Digo com toda segurança que você ficará impressionada (o) com a técnica utilizada na construção do dique.
Ressaltos para a data da construção da obra, as dificuldades que tiveram que vencer, e qual o objetivo da construção desse imenso paredão. Clique aqui e admire a técnica utilizada nesse trabalho construído totalmente sem auxílio de apoios sofisticados tais quais conhecemos atualmente!
Essa obra fantástica, inaugurada em 25/9/1933, liga o norte da Holanda do Norte à Frísia.

II – AFSLUITDIJK – O DIQUE
fecha e separa o Lago Issel (IJsselmeer) – de água doce, à direita de quem vai em direção à Frísia -, do Waddeneilanden (Mar de Wadden ou Mar Frísio), localizado à esquerda de quem vai para Giethoorn (não quis repetir “Frísia”).
O lado em que está o Lago Issel é mais baixo que o lado em que está o Mar de Wadden.
Este mar fica entre as Ilhas Frísias e o Mar do Norte por um lado; pelo outro, pelas costas neerlandesa, alemã e dinamarquesa.
Como esse mar é formado por planícies marítimas, sua profundidade é mínima, sendo possível atravessá-lo a pé (continente/ilhas-continente) durante as marés baixas.

O lado mais baixo do dique – IJsselmeer -, de água doce.

No lado mais alto do dique, onde está o Mar Frísio ou Mar de Wadden, repito, há uma estátua em homenagem ao Dr. Ir. Cornelio Lely – engenheiro civil que liderou os técnicos que estudaram a possibilidade de construção desse dique no golfo Zuiderzee.

VLIETERMONUMENT
está localizado justamente no trecho do dique em que a obra foi considerada terminada – seu fechamento, em 1932.
Representa os trabalhadores que cortavam e empilhavam as pedras de basalto com as quais erguiam as paredes para construir o famoso dique (onde buscavam essas pedras é outra história).
Na parte superior da obra, lê-se o seguinte: “Um Povo Que Constrói Seu Futuro”. Faz todo sentido…

A parte mais baixa de quem segue para Frísia. Trata-se do IJsselmeer, lago de água doce.

A parada foi para visitarmos o monumento e tomarmos um café. Tempo curto para visitarmos o outro lado do dique.

GIETHOORN
Daqui seguimos direto para um restaurante muito bom chamado Holland’s Venetie – Veneza Holandesa, como é conhecido o vilarejo  Giethoorn.

Espaçoso, vários ambientes à disposição do cliente, limpo, e comida excelente.
O atendimento foi demorado, acabamos sendo os últimos a serem servidos, mas… isso acontece. Não por termos demorado na escolha, pelo contrário. Os garçons é que não tiveram pressa em nos atender e recolher nosso pedido.

Pedimos bacalhau acompanhado por batatas fritas e saladas. Estava saboroso demais. A salada de beterraba surpreendeu pelo tempero – adorei.

Agora sim, chegamos ao charmoso vilarejo, afastado em 120 km de Amsterdam.
Do Holland’s Venetie ao ponto de embarque de onde saem as barcaças para os passeios pelos canais do vilarejo – Botenverhuur Koppers (aluguel de barcos Koppers) – foram apenas 3 minutinhos no micro-ônibus.
Esse longo cais – na verdade, um calçadão -, chama-se Dominee T. O. Hylke Maweg.
Lá encontram-se vários restaurantes, lojas especializadas em queijos, creperia, sorveteria…

ATENÇÃO, QUE É PARA NÃO MARCAR BOBEIRA!
O anúncio da Viator, informando que o passeio seria com guia falando português, não incluía nenhum guia falando nosso idioma no passeio de barco!
Como nenhum dos dois istepores fala inglês, ficamos a ver navios (e barcos) nos canais. Pensamos que ouviríamos todas as narrações do passeio em português, mas pensamos errado. Estão avisados!

O HERTOG JAN DE RIETSTULP

O calçadão Dominee T. O. Hylke Maweg.

Na foto acima, o Café e Restaurante Hertog Jan de Rietstulp, onde tomamos um bonito lanche na volta do passeio.

Ambientes abundantes em madeira trazem beleza e aconchego quando bem colocados. É o caso.
Esse restaurante foi decorado como se fosse a jala de jantar de uma casa e não o salão de um restaurante.
Em mesa bem grande, várias pessoas jogavam cartas, enquanto outras (incluindo nós dois) curtiam seus pratos.

Não só o ambiente nos pareceu familiar. O tratamento dispensado pelos funcionários da casa também era bem descontraído sem ser indiferente. Não me lembro de ter me sentido tão à vontade em um restaurante. Gostamos imensamente de tudo.

Sem contar com a vista que se descortina das janelas. Não se vê “o Corcovado, o Redentor”, mas também é linda!


Patos Reais nadam tranquilamente em meio aos barcos. Os barqueiros não se incomodam com eles e a recíproca é bem verdadeira – pareciam “não estar nem aí”.

Um casal de patos em nado sincronizado.


Já dentro do barco, sem entender lhufas do que o guia dizia, mas sem perder um naco de paisagem – assim é viajar (feliz) como uma mala…

Nessas pequenas ilhas encontra-se diversos tipos de comércio: hotéis, restaurantes, lojas de souvenirs e muitos etecéteras.
Há vários campings e dois museus, se não me engano. Um deles trata-se de uma fazenda histórica – o Museum Giethoorn ‘t Olde Maat Uus. E mais: uma empresa de organização de eventos, a Recreatiebedrijf Geythorn; uma agência de aluguel de cabanas – Vakantiehuisje Giethoorn ; uma casa para aluguel em uma ilha do Lago Bovenwijde, com capacidade para 56 pessoas e ainda barcos à disposição (The Kraggehuis). Há muito o que ver, incluindo uma igreja em uma dessas ilhotas.
Carros não circulam, obviamente. Entretanto, há trilhas por onde andar a pé ou de bicicleta, e 180 pontes para você poder chegar onde bem entender.
Quem sabe tudo, mas tudo mesmo a respeito de Giethoorn é a brasileira Roberta Landeweerd que administra o Holandesando.
1- Lá você saberá como alugar barcos e o porquê de não ser uma boa deixar para alugá-lo “in loco”.
2- As modalidades de esporte aquático de que você poderá desfrutar também estão explicadinhos e fotografados!
3- Como chegar de trem e ônibus saindo de onde você estiver, e…
4- Sugestão para você combinar o passeio de Giethoorn com Enkhuizen.

Ah! Quase ia me esquecendo: mesmo sem entender patavinas do que disse o timoneiro, o passeio vale à pena.
É por isso que recomendo:

 

 

 

 

 

 

PARIS e AMSTERDAM. Muita Água Rola Embaixo Dessas Pontes – Saiba Mais.


IMAGEM DESTACADA: Herengracht. Amsterdam, NL.

Dentre os brasileiros residentes no exterior que optaram por compartilhar suas experiencias e, consequentemente, ajudar o próximo em suas andanças pelo Velho Mundo, destaco quatro poderosas “máquinas” que cito a seguir pela ordem em que as conheci:
1- Conexão Paris – mola propulsora sem a qual não teríamos vivenciado momentos mágicos nos campos perfumados pelas lavandas da Provence.
Experiencias únicas vividas em cenários paradisíacos em companhia de Leonor, nossa guia e motorista, em roteiros elaborados pela brasileira Anaté Merger – que tivemos a satisfação de conhecer por intermédio da Sra. Maria Lina, do Conexão Paris.

2- Outra máquina que mantém suas engrenagens super azeitadas é a do brasileiro Daniel Duclos.
O brasileiro e sua mulher sabem TU-DO! a respeito de Amsterdam e mais alguma coisa.
Seu dente doeu? Ele indica dentista brasileiro. Aquisição de Ingressos em geral (passeios, museus, viagens pelos países vizinhos), Transfer Schiphol/Amsterdam/Schiphol, passagens aéreas, busca por hotéis, sugestões de roteiros, caminhadas pela cidade, transferência de dinheiro, enfim… O trabalho denominado Ducs Amsterdam é muito, muito mais que um blog – trata-se de uma respeitável enciclopédia.

3- Outra brasileira residente na Holanda, mas não em Amsterdam, também contribui para que você amplie seu horizonte nos Países Baixos. Trata-se do Holandesando, escrito pela paulista Roberta Landeweerd. A brasileira também marca belíssimos gols de placa.

4- E, para nos despedirmos de Amsterdam, contratamos o transfer para o aeroporto com Caroline Adiegah, do Andantes na Holanda.
Quem nos apresentou Carol? Isso mesmo: Daniel Duclos, aparecendo muito bem na fita mais uma vez.
Em um carro confortável seguimos até Schiphol batendo um papo prá lá de gostoso a respeito de Amsterdam.
Quis saber a respeito das obras que encontramos em muitos pontos da cidade e, para nossa surpresa, dizem respeito à estrutura das casas que estão tortas. Carol é estudiosa da cidade onde vive há 10 anos. Explicou-nos o porquê de algumas casas terem saído do prumo e o que está sendo feito para reestruturá-las. Com material importado de onde? Do Brasil! Agora, qual material empregam… melhor parar por aqui.
Andantes na Holanda opera excursões pela Holanda e Bélgica, tours pela Cidade Dos Moinhos, Amsterdam a pé, Distrito da Luz Vermelha, Museus Van Gogh e Rijksmuseum guiados, passeios de bicicleta e transfers.

Em Paris sigo as dicas do Conexão Paris.  Em Amsterdam e arredores, seguimos os passos dos Ducs Amsterdam e dicas do Holandesando. Bilhetes para museus, ônibus, trem e passeios foram adquiridos por intermédio dos dois últimos blogues.

Em 20 dias viajando pela Europa, tudo deu certo.
Somos gratos a todos aqueles que nos abriram caminhos…

Uma frase atribuída ao General Cneu Pompeu Magno, no primeiro século antes de Cristo, foi reafirmada por Fernando Pessoa, ao titular em um de seus poemas que “Navegar é Preciso“. Concordo. Compartilhar, também.

 

Holanda. Amsterdam. Singel Hotel.


IMAGEM DESTACADA: Uma das Pontes Que Atravessa o Canal Singel.

Conforme já escrevi em postagem anterior, desde 2013 que partimos do Nordeste para a Europa. Motivo: encurtamos a viagem em 3 horas!
Saímos do Rio para Recife ou Fortaleza – prefiro sair desta última cidade – e de lá tomamos rumo após permanecermos por uma noite.

O tempo de voo anunciado no site da KLM era bem mais que 9 horas de viagem. Quando o comandante anunciou que nosso tempo de voo seria de 8.30 h – gratíssima surpresa que me deixou mais feliz que urubu no lixo -, fiquei certa de que o Nordeste “É” o melhor ponto de partida para o exterior.

Desembarcamos no Aeroporto Schiphol  já com as passagens de trem para a Estação Centraal em mãos, em Amsterdam, adquiridas aqui no Rio com bastante antecedência.

SCHIPHOL/CENTRAAL
Cobrir esse percurso em trem é bom para quem não se importa com essa “modalidade” de stress. Até poucos anos não dava a menor pelota. Agora, fico toda empelotada só em pensar nesses 15 minutinhos de viagem.
Os trens respeitam rigorosamente os horários de chegada e partida e isso significa que você tem que estar dentro do vagão na hora em que o chefe da estação apitar para o trem partir.
E você, normalmente, não consegue (e nem deve tentar) subir no vagão enquanto os passageiros estiverem descendo.
Há quem desça as estreitas escadas dos trens com malas que parecem armários, bengalas, andadores, cadeiras de rodas, carruagens de bebês, enfim…cada um viaja com os apetrechos necessários às suas necessidades e isso tem que ser respeitado.
É uma confusão que estressa quem está na plataforma esperando uma brecha para embarcar com malas que parecem armários, bengalas, andadores etc…etc… Daí, moquiridu, o taxi, sem a menor dúvida, é o melhor meio de transporte nesses casos, principalmente para os jovens acima de 70 anos.
O que fizemos na saída de Amsterdam? Deixamos de lado os bilhetes Centraal Station/Schiphol comprados aqui no Rio e solicitamos os serviços de taxi de uma brasileira: a Carol, do Andantes na Holanda.
Apesar da viagem curta, valeu demais nos proporcionarmos esse conforto até ao aeroporto, bem como a conversa que tivemos com a Carol a respeito de Amsterdam – oportunidade de nos inteirarmos um pouco a respeito das obras que no momento tomam conta da cidade onde a brasileira reside há 10 anos.
Mais tarde  o trabalho dos Andantes na Holanda será abordado.

Fazia muitos anos que não ia a Amsterdam. Ao descer na Centraal fiquei surpresa com o  movimento de pedestres e de bicicletas, obviamente.
Era a primeira vez de meu fiel escudeiro na cidade e os primeiros momentos foram impactantes para ele, principalmente quando viu o estacionamento das magrelas à direita de quem sai da Centraal. Sentiu na própria pele que teria que ficar atento não só com as bikes, mas com patinetes e patins elétricos, ônibus, trens, ciclomotores, e o que mais encontrasse pela frente.

E foi justamente para esse lado do canal que arrastamos nossas malas para chegar ao Singel Hotel, caminhando contra um vento frigidíssimo de Primavera – 5º (cinco graus) -, a temperatura que o celular marcava ao meio dia!
Como só poderíamos entrar no quarto a partir das 14.00 h, deixamos nossas bagagens em lugar apropriado na recepção e saímos para almoçar. Não fomos longe porque o frio era demais! E quando comentamos que havíamos embarcado horas antes em Fortaleza, aí mesmo é que o frio aumentava.
Almoçamos no Joselito – escreverei a respeito mais tarde – e voltamos rapidinho para o hotel, onde permaneceríamos por 16 dias.

O OBJETIVO DA VIAGEM
era visitar Keukenhof (clicar aqui ), incentivada pela amiga Angela Loreto que o havia visitado em 2017 e gostou imensamente.

A LOCALIZAÇÃO DO HOTEL
é excelente! Fica de frente para o Canal Singel, o que já vale pelo visual e pela facilidade de se chegar a lugares interessantíssimos a pé.

Localizado logo após a igreja.

Está próximo à Centraal Station – a principal estação ferroviária da cidade, em frente da qual estão os pontos de partida de vários bondes (trams). Lá você poderá pegar Metrô e, nos fundos da Centraal, está a balsa que atravessa o RIO IJ, gratuitamente.
No segundo piso – acessível por escadas comuns, rolantes, e elevador -, ficam os pontos de ônibus que o levam a diversos destinos – Zaansen Schans é um exemplo.
Da frente do Ibis Hotel, localizado ao lado da Centraal, partem barcos turísticos panorâmicos que funcionam também à noite, com menor movimento.


São empresas diferentes e vivem lotadas. Vimos filas incrivelmente longas em ambos os lados da ponte, em horários próximos ao meio-dia.

A área onde está o Singel Hotel está próxima de muitas novidades: é cercada por bons restaurantes, lojas de lembranças, supermercados, sex-shops e lojas especializadas em acessórios e “matéria prima” para usuários de certas substâncias “antidepressivas e vitaminadas”.

 SINGEL HOTEL – ACOMODAÇÕES

Houve um dia em que vi um dos funcionários do hotel arrumar esse quarto de frente (foto acima e abaixo).  Pedi-lhe licença, entrei e o fotografei. Veja bem: fotografei o quarto!
A vista maravilhosa para o canal talvez compensasse o tamanho do cômodo, bem menor ao que reservaram para nós, nos fundos.Uma vantagem desse quarto estava no banheiro: cortina no box, enquanto que em nosso 306 – super espaçoso e tranquilo -, as  duas desvantagens estavam igualmente no banheiro: apenas um vidro muito estreito separava o chuveiro (de cano curtíssimo) da pia, a ponto de meu fiel escudeiro, o primeiro a usá-lo, rir muito ao sair do banheiro. Segundo ele, foi a primeira vez que tomou banho encostado na parede!… Era bem isso.
O outro ponto negativo foi o piso escorregadio do box e a falta de alça de segurança – previsíveis problemas para hóspedes e hotel.

Box do apartamento da frente, no 3º andar.
Box do quarto 306, sem cortina, mas com um vidro totalmente inútil separando pia e área do chuveiro.

Pendurado na parede do box do quarto 306, um rodo semelhante ao da foto acima era usado por mim e meu fiel escudeiro todas as vezes que terminávamos nosso banho – esse problema, sim, foi bem inconveniente.
Tínhamos receio de escorregar no próprio box e na água que molhava a metade! do chão do banheiro. Não havia outro jeito: tínhamos que nos abaixar e usar o pequeno rodo até enxugar toda a água. Isso foi bastante desconfortável para nós, dois idosos (72 e 79 anos).
Nossos chinelos e o tapete eram retirados dessa área a fim de que não molhassem. Por mais que ficássemos colados à parede, os respingos molhavam bastante o piso do banheiro.

No mais, havia lugar junto ao espelho para colocarmos nossos apetrechos com folga.
Toalhas (4) eram trocadas diariamente; não faltava papel sanitário, o secador funcionou satisfatoriamente, e a iluminação era muito boa. Chuveiro com boa queda d’água, e duas saboneteiras grandes foram presas na parede: uma acima da pia, e outra próxima aos controles do chuveiro.

No quarto 306 o colchão é largo e há dois travesseiros para cada hóspede. Colchão e travesseiros muito confortáveis.
Mesas de cabeceira de excelente tamanho, com gavetas, e vários tipos de iluminação são controlados da cabeceira da cama.

Na bancada há telefone, máquina de café, sachés de chás, cápsulas de café, xícaras e copos. Duas cadeiras, uma pequena poltrona completam a decoração. Cofre e um pequeno ventilador estavam no armário aberto. Abat-jour, aquecimento de ambiente e maleiro dobrável. Cabides na parede.

Hall dos elevadores – bem iluminado e decorado com bom gosto e originalidade.

O hotel  é limpo e bem arrumado. Decoração original com fotos de Amsterdam em todos os ambientes: quartos, halls de elevadores e espaço onde é servido o café-da-manhã.

No ESPAÇO DO CAFÉ DA MANHÃ
o ambiente prima pelo aconchego e conforto.
Opções diferenciadas para o hóspede ocupar após servir-se de farto e delicioso café da manhã não faltam: sofás e poltronas estão à disposição, bem como u’a mesa longa com capacidade para 12 pessoas se acomodarem em cadeiras altas. U’a mesa de modelo convencional com 6 cadeiras não foi esquecida (à esquerda, na foto acima).

O CAFÉ da MANHÃ
é farto e variado: pães de diversos tipos, biscoitos, manteiga com e sem sal, geléias, frios, queijos, iogurte, salada de frutas, frutas inteiras, sucos, leite frio e cereais variados. Salada de tomate e pepino. Torradeira.

Ovos cozidos, quentes, omeletes e linguiça frita. Água quente. Forno de microondas. Doces variados de-li-ci-o-sos.

Mel, chás diversos, adoçantes e açúcar cristal.

Em nicho separado ficam os sucos, água gelada, xícaras e copos. A máquina serve chocolate quente, café cappuccino, café expresso, leite macchiato, leite comum, água fervente, e mais duas modalidades de café das quais não me recordo.

Na recepção há sucos de diversos sabores, água mineral com e sem gás, refrigerantes, vinhos, biscoitos, chips de batata, cervejas, achocolatados e muitas outras coisas, incluindo guardas-chuvas por motivos óbvios.
Ah! Quase ia me esquecendo: em vitrine especial, que não fotografei, várias lembranças da Holanda e Amsterdam: ímãs de geladeira, saleiros, xícaras para cafezinho, objetos decorativos diversos em louça, bem como as tradicionais casas holandesas pintadas em azul e branco cujo conteúdo é a famosa bebida Jenever – resultante da destilação de cereais, especiarias e de um fruto chamado zimbro, semelhante ao mirtilo (Zimbros lembra-me a praia de mesmo nome em Bombinhas, Santa Catarina).

“Viagem e Fotografia: uma mistura homogênea que causa “felicidade”! CONSUMA SEM MODERAÇÃO…” – Joze de Goes

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HOLANDA – Keukenhof Sob a Ótica de Angela Loreto.


Sou apaixonada por tulipas… e viagens. Daí, quando vi algumas fotos de Keukenhof, a primeira coisa que pensei foi: -Preciso ver isso! Ao vivo …E EM CORES!!!
Keukenhof seria a “cereja do bolo” da nossa viagem. E confesso, não decepcionou! Continuar lendo HOLANDA – Keukenhof Sob a Ótica de Angela Loreto.