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BRASIL. CEARÁ. FORTALEZA . Hotel Praiano . Recomendável, Mas Com Mínimas Restrições.


IMAGEM DESTACADA – Feira de Artesanato da Praia do Meirelles, vista do Praiano Hotel.

Nossa reserva era apenas por um noite – estávamos de passagem por Fortaleza, de onde embarcamos para Amsterdam.
Moramos no Rio de Janeiro, mas é do Nordeste que temos saído rumo à Europa.
Qual a vantagem? Encurtar 3 horas de voo. E como é prá frente que se anda, sair de São Paulo, digamos, quando o destino é o exterior, é permanecer voando por mais horas, ter que suportar barulho de turbina por mais tempo, além daquele ar refrigerado incômodo que me deixa mais enrugada do que já estou e me sentindo como uma “passa” – seca por dentro e por fora. E mais: não consigo dormir em  avião por mais conforto que tenha – não tem jeito.
Daí corremos para o Nordeste, passamos uma noite em algum hotel e dia seguinte seguimos viagem.
Desta vez o eleito foi o Praiano Hotel, na Praia do Meirelles, em frente a um ponto tentador para os consumistas: a Feira de Artesanatos da Av. Beira Mar, montada diariamente, há 26 anos, com ou sem chuva.
As barracas começam a ser montadas à tarde e fecham em torno das 23.00 horas.
Apesar dos preços atraentes, há melhores ofertas no Mercado Central. Vai daí que convém negociar o preço das mercadorias.
A variedade de artigos é imensa; portanto, prepare-se para andar e não se esqueça de pedir o cartão da barraca onde se interessou por alguma coisa que é para depois não se perder.

O HOTEL PRAIANO
é bem localizado, bem aparentado e conta com recepção simpática e de boa vontade para ajudar no em que for necessário. Até da impressão de nossos cartões de embarque as jovens funcionárias cuidaram e não pouparam esforços para dirimir nossas dúvidas.
O jovem encarregado de cuidar das malas o faz com maestria e rapidez – pratica uma técnica própria para lidar com malas, e rapidinho chega a seu apartamento.
Trata-se de outro funcionário simpático, risonho e que trabalha com a maior boa vontade.

No varandão funciona a Capri pizzaria e a Creparis – uma creperie que deixou a desejar no preparo da massa: extremamente fina e por isso totalmente quebradiça (virou um biscoito), impedindo de saboreá-la junto com o recheio. Virou farinha.
O espaço também trabalha com sorvetes.

A foto não deixa dúvidas a respeito da espessura da massa do crepe. Conforme citei acima, virou farelo. Não recomendo.

O Espaço destinado à criançada é bem municiado de brinquedos. Quanto à piscina infantil, o aviso deixa bem claro a quem pertence a responsabilidade sobre os pequenos.

Cuidados especiais com os hóspedes na área descoberta – excelente idéia.

N.B.:  foto idêntica a esta consta no site do hotel designando o quarto como pertencente às categoria luxo e standard. Não entendi!…
Outra observação: quarto de hotel de categoria 4 estrelas e sem graça desse jeito? Nem colcha tem! Não consigo aceitar esse tipo de tapeação. Uma colcha faz diferença? Faz porque impede que o lençol com que o hóspede poderá se cobrir não pegue poeira…

O quarto é espaçoso, bem composto com frigobar, cofre, colchões e travesseiros confortáveis, ar condicionado, e da janela vislumbra-se bela vista. TV tem pouquíssimos canais e a imagem deixa a desejar.

A sala de estar do Praiano leva o futuro hóspede a pensar que os quartos têm aparência caprichada, mas… não é bem assim.

No Thames Restaurante, do próprio hotel, saboreamos dois pratos muito bons: peixe acompanhado por purê de batata doce e arroz de alho.

O prato de meu fiel escudeiro foi camarão com champinhons e alcaparras, acompanhados por arroz e batatas. Ambos, excelentes.

Outro detalhe importante que falta no hotel: computador à disposição dos hóspedes com direito à utilização de impressora, desde que haja número limitado para impressão.
Evidentemente que, a fim de evitar abusos, o melhor lugar para a impressora seria a recepção, pois estaria sob o controle dos funcionários. A cobrança das impressões seria justa, e ficaria confortável para hóspedes e hotel.
Em caso de impressão de cartão de embarque, por exemplo, não haveria a necessidade de o hóspede ter que passar os dados de seu voo para o e.mail do hotel.
Trata-se de recurso que não pode faltar em hotel de categoria “4 Estrelas”, dentre melhorias acima citadas.
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BRASIL. CEARÁ: Sirigado, Centro das Rendeiras em Aquiraz, Passeio das Três Praias (Morro Branco, Fontes, Diogo e Lago de Uruaú). Canoa Quebrada. Engenho O Bari.


IMAGEM DESTACADA: Lagoa de Uruaú.

Após 22 dias viajando pela Europa desembarcamos em Fortaleza onde permanecemos por 4 dias antes de voltarmos ao Rio.
Hospedamo-nos no Hotel Villa Mayor e, ao saímos para almoçar com o endereço do restaurante anotado em um pedaço de papel, esqueci-me de olhar o mapa antes de sair do quarto para saber qual direção tomar quando chegássemos à Av. Beira-Mar: direita ou esquerda?
Bastaria que olhássemos os números dos quarteirões indicados nas placas da avenida e começar a andar! Mas, aconteceu que não percebemos essas indicações (esse tipo de distração é comuníssimo na velhice) e rumamos para a esquerda. Da rua!!!
Acredito piamente que nada acontece por acaso. Andamos um pouco e nos deparamos com um senhor uniformizado, parado em frente a uma bela fachada de um hotel.
Vimos pela logomarca estampada na camisa do jovem senhor, que tratava-se de um de seus funcionários e, com toda certeza, ele saberia nos dizer prá que lado ficava o tal famoso restaurante.
Não sabia! Não sabia, mas chamou quem o conhecia: um taxista que faz ponto em frente ao dito hotel.

O jovem educado e muito simpático disse-nos que o restaurante estava fechado por conta de obras na avenida, mas, se um bom prato de peixe fosse nosso objetivo, ele indicaria o Sirigado para almoçarmos – restaurante simples, mas de comida saborosa.
Embarcamos em seu táxi e lá fomos nós.
Papo vai, papo vem, o jovem chamado Marcos Rezende apresentou-nos uma programação turística interessante, e havia uma, em especial, que estava em nossa mira: Canoa Quebrada, lugar que pretendia rever antes de voltar ao Rio.
Marcos é muito organizado e é do tipo de profissional que corre atrás.
Não perdeu tempo e prontamente mostrou-nos um álbum com fotos excelentes a respeito dos roteiros que executa em parceria com amigos.

Pois bem, no caminho para o Sirigado já havíamos acertado o passeio para o dia seguinte. Simples e rápido.

SIRIGADO
(Av. Br. de Studart, 825 – Aldeota, Fortaleza – Tel.: (85) 3261-7272.
De Segunda a Domingo de 11.00 h à 00.00 h.

Neste restaurante pedimos um prato que, segundo o jovem que nos atendeu, daria para os dois e até para três – dependendo da fome. E dava para três famintos, tranquilamente.

Abrimos nosso trabalho com uma porção de unhas de caranguejo. Iniciamos nossos trabalhos com unhas de caranguejos. Quase almoçamos outra porção, mas optamos pelo prato de peixe (e que não foi o sirigado) com molho de camarões, saborizado com abacaxi frito e alcaparras.
O impacto ao vermos o prato foi tão grande que dispensamos a travessa de arroz. Como diz meu mano, “arroz eu como em casa”. Tá coberto de razão. Imagine! O prato já estava muito bem acompanhado pelas batatas… Arroz, prá quê?

Pelo tamanho do restaurante, número de mesas no salão, espaço para a criançada brincar e ainda a área para estacionamento, sentimos que a cozinha atrai um bom público.

O salão fica nos fundos desse corredor. O espaço à direita é destinado às crianças.

A foto não nos permite imaginar o tamanho do salão.

Inesperadamente, um pianista de repertório atualizado estava incluído no cardápio. Foi bom demais.

O estacionamento tem o dobro do tamanho que aparece na foto.

O espaço para as crianças brincarem é grande e bem protegido.


NOSSO PASSEIO
= Pela ordem: Parada em AQUIRAZ no CENTRO DAS RENDEIRAS. Circulando beira-mar pelas TRÊS PRAIAS: MORRO BRANCO. FONTES. DIOGO. Lagoa do URUAÚ. CANOA QUEBRADA. ENGENHO O BARI.

Já havíamos cumprido esse trajeto, em 18/8/2010, trafegando sempre que possível pela beira do mar desde a saída da Praia do Futuro.

Foto clicada às 8.03 h da manhã de 18/8/2010 – O motorista e guia ajeitando a valente para enfrentar o roteiro.

Chegamos à barraca Chega Mais após encararmos mais de 160 km de beira de mar e estrada, e por lá ficamos.


Canoa Quebrada ainda não era atração turística e a barraca era, literalmente, um abrigo de telhado simples, mesas e cadeiras pé na areia, uma boutique bem acanhada de roupas de praia, banheiro e cozinha. O camarão que comemos na Chega Mais foi tão fantástico, que até agora não foi esquecido.
Em frente a barraca, em uma carrocinha puxada por burro, um casal vendia sorvetes, e isso era tudo.

Visitando as falésias, só nós quatro: eu, fiel escudeiro, mano e sobrinha.

Ninguém no pedaço, a não ser esse senhorzinho que nos seguiu a certa distância, sem que percebêssemos. Ao chegamos ao alto das falésias ela se aproximou perguntando se gostaríamos que explicasse a respeito do lugar…coisa e tal… Aquela conversa de cerca Lourenço cuja finalidade $abíamo$ qual era.
Esforçou-se para nos passar aquela tradicional decoreba de antigamente, que valeu pela boa vontade de ambas as partes.
O discurso foi breve, mas houve um fato que nos chamou bastante atenção: ele retirava sucessivas porções de areia das falésias para nos mostrar que esse tipo de vandalismo não era permitido! Rimos muito e logo pensamos no seguinte: caso continuasse na atividade e tivesse bom público, talvez não restasse pedra sobre pedra…

Neste ano, 2010, nos hospedamos na Praia do Futuro e foi de lá que partimos para o que seria, para a época, uma aventura .
Desta vez, em 03/5/2019, fomos no carro de Marcos Rezende para cumprir o roteiro conhecido como Três Praias, que inclui: Morro Branco, Praia das Fontes, Praia do Diogo e Lagoa Uruaú. Em Morro Branco passamos para o bugre de Neto, parceiro de Marcos.
Neto
é outro jovem simpático, educado e de boa vontade, que também honra sua profissão como condutor e guia turístico. Com Neto trafegamos pela beira da praia até a Lagoa de Uruaú, que não chegamos a conhecer em 2010 (fotos mais adiante).

Em AQUIRAZ
Marcos
fez uma parada em um lugar perigosíssimo para quem é consumidor e aprecia a arte nordestina em geral.
O destaque fica por conta dos bordados e das rendas de bilro a preços “de fábrica”.
Objetos decorativos em barro, casca de côco, madeira e couro… Bonecas de pano de vários tamanhos, bijuterias, brinquedos e material escolar também se destacam entre as diversas peças bordadas e rendadas de beleza ímpar.

No alto da parede desse box onde tecem a quilométrica renda, le-se o seguinte:

“No dia 25/01/2006 foi iniciado no Complexo Artesanal de Aquiraz a renda da grega com o intuito de ser a maior renda do mundo e entrar no Guiness Book.
Esse trabalho é um objetivo onde todas as rendeiras trabalham em parceria, para juntas conquistar uma referência no artesanato.”
A imagem fala por si.


Deixamos o município de Aquiraz e fomos para Morro Branco, no município de Beberibe, onde Neto nos aguardava.

Na foto acima, da esquerda pra direita: meu fiel escudeiro, Neto e Marcos.

O que significa o selo que se destaca no capô do bugre?
Neto
 pertence à ABMBAssociação dos Bugueiros de Morro Branco. Mas o que isto quer dizer?  Quer dizer que esse profissionais são registrados na Secretaria de Turismo e por este motivo são autorizados a circular com placa vermelha, além de serem identificados pelo selo da associação.
O roteiro proposto por Marcos, que constitui a trilha tradicional, foi definido pelos próprios bugueiros, com permissão da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
O passeio oficial, repito, visita a Praia das Fontes, Morro Branco, Fonte da Juventude, Praia do Diogo e Lagoa do Uruaú. Passeio de aproximadamente 2 horas, apenas nestes pontos turísticos!

CAPACIDADE DE PASSAGEIROS NO BUGRE
A ABMB orienta que a capacidade do bugre é para 5 pessoas, incluindo o motorista. Caso haja alguma criança com menos de 5 anos, a lotação poderá ser de 6 pessoas – mais que isso é proibido!
E mais: alerta os bugueiros para não trafegarem em meio a banhistas, não circularem em alta velocidade, e não praticarem manobras “com emoção”.
Acidentes com mortes acontecem vez ou outra por conta de bugueiros não credenciados; ou seja: sem os conhecimentos fundamentais para a execução de um trabalho seguro para ambas as partes (bugueiro e passageiro), e, ainda por cima, praticantes de manobras ousadas em locais totalmente fora da trilha: determinadas dunas, por exemplo.

O bugre de Neto está inteiro, é limpo, e super bem conservado. Estofamento da garupa bem matelassado – Nota 10!

MORRO BRANCO – Beberibe.
está a 91 km de Fortaleza e a 5 km do Centro de Beberibe,  município ao qual pertence.
É conhecido por suas falésias coloridas, passeios à beira-mar e praias atraentes para banho.
Suas areias coloridas servem de matéria prima para a elaboração de peças decorativas. Os trabalhos, ricos em minúcias, revelam  a paciência e a determinação dos artesãos especializados nessa técnica chamada silicografia (desenhos feitos com areia).
Importante esclarecer que os artesãos que trabalham com essa técnica retiram a areia de áreas autorizadas para essa finalidade.

PRAIA das FONTES – Beberibe.
Águas de chuvas filtradas pelas paredes das falésias somadas às de fontes naturais formam pequenos lagos tais como esses que vemos nas fotos abaixo. Dezenas dessas fontes deram nome à praia.

Gruta da Mãe d’Água.

Foto de autoria de Marcos Cezar Rezende.

Fonte da Juventude e dos Carecas.

PRAIA DO DIOGO – Beberibe
localizada a 93 km distante de Fortaleza pela CE-040, a Praia do Diogo faz parte do circuito intitulado “Passeio das Três Praias + Lagoa do Uruaú“, executado sob a batuta de mestre Marcos Cesar.
Segundo nosso guia Neto, na Praia do Diogo é preciso observar o movimento da maré quando o objetivo é dar aquela refrescada no corpitcho com um mergulho estiloso à moda de Ester Williams.
Isto porque há um cordão de pedras paralelo à praia, que a acompanha por longos metros, que oferece perigo para os menos atentos.

LAGOA URUAÚ – Beberibe.
Seguimos até à Lagoa Uruaú, onde nos deliciamos com um banho refrescante em águas puras, tépidas, e cercados por um cenário paradisíaco.
Neto deixou-nos à vontade para que permanecêssemos o tempo que quiséssemos na lagoa. Mas, como ainda iríamos almoçar na barraca Chega Mais, e depois seguiríamos para Canoa Quebrada, nosso banho durou apenas alguns minutos – estávamos cientes da distância que ainda teríamos que percorrer até chegarmos a Fortaleza e por isso não abusamos.
Montamos na garupa do bugre e partimos em direção à Sucatinga. Lá nos reencontramos com Marcos para cumprirmos nosso roteiro.
No caminho, uma parada rápida para cumprimentar um pescador pelo resultado de seu trabalho.

Passamos por Uruaú...

… e chegamos a Sucatinga onde Marcos nos aguardava.

BARRACA e RESTAURANTE CHEGA MAIS

ERA ASSIM…

e ficou deste jeito que você verá nas fotos seguintes.


Levei um susto. De barraca, não encontrei mais nada.
O que encontramos foi, praticamente, um clube com amplo restaurante/platéia, palco, estacionamento, piscina, boutique, barracas de praia estrategicamente colocados sob uma área de coqueiros implantados, e ainda mesas sob o pergolado da piscina, onde almoçamos. Na saída, o sistema de pagamento totalmente informatizado evita os incontáveis beiços que o proprietário Luiz Costa Nogueira levou ao longo de anos.
A História (com H maiúsculo, sim senhor!) sensacional do empresário está contada em pormenores neste site.
Garanto que você vai aplaudir o jovem que aos 18 anos de idade não deixou passar a oportunidade de montar uma barraca na beira da praia, cresceu como empresário, e venceu todas as dificuldades que vieram a seu encontro, decorrentes de proteções ambientais não existentes no início de sua atividade. E que não foram poucas!

Nosso almoço constou de um “sanduíche” composto por dois peixes recheados com camarão, e cobertos por molho bechamel. Carocinhos de castanha de caju serviram de enfeites.
E como quem vê cara não vê coração, na hora em que partimos esse bolo de três camadas dispensamos de imediato o arroz, o feijão e a salada, e ficamos apenas com algumas batatinhas.
Originalidade no lavabo e adesivos aplicados na parte interna das portas dos banheiros, lembram os frequentadores da necessidade de se economizar água, e de que reciclar é preciso. Sermos complacentes com o planeta em que vivemos, lucramos nós e a Mãe-Terra.

CANOA QUEBRADA
foi o objetivo desse passeio, mas, infelizmente, não foi possível permanecer na cidadezinha para apreciá-la à noite.
Conforme disse acima, fizemos um pit-stop em Fortaleza só a fim de esticar as pernas e recompor o esqueleto, para depois então continuarmos nossa viagem até ao Rio.

COMO CHEGAR
1- de ônibus, saindo de Fortaleza: a média é de 3 horas e meia de viagem e você poderá adquirir os bilhetes de ida e volta clicando aqui para acessar o site de vendas de passagens.
2- contratando um serviço de turismo particular – o anunciado aqui na postagem, com Marcos César, por exemplo, ou…
3- por intermédio de empresas de turismo.
4- na melhor das hipóteses, alugando um carro.

O mapa abaixo indica duas opções de trajeto.

A BROADWAY
cearense é uma rua charmosa repleta de Cafés,  restaurantes e boutiques, que na alta temporada fica mais movimentada.
Vamos por partes: de junho a agosto é o período de férias no Hemisfério Norte.
Nessa época, a turistada aproveita para tirar o mofo, se esticando em praias, em gramados de jardins públicos, sentados em bancos de praça e até em cima de pedras à beira-mar – cansei de ver essas cenas.
Europeus viajam prá valer pelos países vizinhos e pelos EEUU, e americanos aproveitam o período para voltar para casa (normalmente os jovens estudam em outro Estado), para viajar para a Europa, ou, fazer como os europeus: voar para o Brasil.
Ué, mas viajar para o Brasil nessa época?
Esse período de férias dos branquelas coincide com o Inverno brasileiro, é fato, mas é bom lembrar que nosso Nordeste lindo e maravilhoso está próximo da linha do Equador! Hááá!!!
E aqui, môquidu, pelas principais atrações do Ceará, do Maranhão e do Rio Grande do Norte, o que mais você ouve é italiano e francês. Inglês ouve-se por tabela, e alemão… bem pouco.
E ainda lhe digo mais: muitos vêm atrás dos ventos para curtir kite-surf (Preá, ao lado de Jericoacoara é a cidade mais procurada do Ceará) e muitos acabam ficando, casando e constituindo família – mas só vieram “atrás dos ventos”, entende?

O movimento acontece à noite – hora de beliscar alguma coisa (ou alguém), ou encontrar os amigos para um gostoso bate-apo.

Ávidos para tomar um cafézinho, tivemos a sorte de entrar nesta creperia/pizzaria.

Ambiente simpático, limpo e tão acolhedor quanto as jovens que nos atenderam e com quem trocamos idéias e batemos um gostoso papo.

A creperie e pizzaria IBIZA ainda disponibiliza um espaço ao ar livre e montou um pequeno palco para artistas se apresentarem.

A programação elaborada por Marcos Cesar foi bem variada.
Imaginávamos sair da Broadway e voltar direto para Fortaleza, mas não foi assim. Marcos parou em outro lugar perigoso para consumidores: parou no…

ENGENHO O BARI – localizado no Km 40 da CE-040.

Parece um caixão de defunto, mas trata-se da maior rapadura do mundo.

Mas, não é só rapadura que o engenho produz. Dê uma olhada na variedade de produtos prá mexer com seu bolso.

Amostra de rapaduras saborizadas com frutas e condimentos – são fantásticas!

De lá retornamos para Fortaleza, já deixando Marcos incumbido de nos pegar no dia seguinte e nos levar até ao aeroporto.
Agradecemos a Deus por esses momentos lindos, à boa vontade e ao trabalho de Marcos Cesar e de Neto.

“Marcos Cesar – Sua Viagem e Passeio Com Qualidade e Conforto.
Contatos: (85) 9-8793.6352 / (85) 9-9929.5232/ (85)9-8116.3359″.

Saiba mais a respeito da História de Morro Branco e de sua “logomarca” clicando aquiMorro Branco tem logomarca? Ora, se tem!


“Somos todos viajantes de uma jornada cósmica – poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas suas expressões são efêmeras, momentâneas, transitórias.” – DEEPAK CHOPRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BRASIL. CEARÁ. FORTALEZA: 50 Sabores – Sorvete X Luxo, Pode? Pode.


IMAGEM DESTACADA: Interior da 50 Sabores.

Não acreditei quando vi no Google Earth o lugar onde a Sorveteria 50 Sabores se instalou. Não acredita? Dê uma olhada nesta foto:

Aquela sorveteria de aparência simples, se bem me lembro, era na Praia de Mucuripe, mas lá… para os lados do Mercado dos Peixes. A sorveteria é a mesma! Isto é, mudou. Mudou prá melhor e agora é superelegante. Ficou chique. Muuuiiito chique.
Foi em 2010 que lá estivemos e nos deparamos com uma parede que era puro nome de sorvete.
Minha sobrinha, que não quis de dar ao trabalho de ler o painel, foi logo dizendo: – Ah, me vê qualquer coisa… Acontece que havia um sabor chamado Qualquer Coisa e foi nessa jangada que ela embarcou surpresa.
Agora, oito anos depois, mais uma vez nos surpreendemos com a 50 Sabores, que continua primando pela qualidade e sabor dos sorvetes. Pelas fotos abaixo você saberá o porquê. Ah! E antes que me esqueça: fomos recebidos por senhores muito simpáticos, gentilíssimos, e elegantemente trajados em terno e gravata!, impecáveis.
Estes senhores nos conduziram por todos os ambientes, explicando-nos o porquê da criação de cada um deles.

O belíssimo lustre chama atenção de quem passa a distância, na rua.

Os sabores dos sorvetes são anunciados em quadros presos na coluna e nas próprias vitrines.

Há sorvetes sem glúten, diet e ainda sem lactose. Há de se ter muita personalidade para experimentar apenas um sabor.
Nesta parte da sorveteria, mesas e cadeiras confortáveis foram colocadas junto à parede de vidro. Neste ambiente o cliente poderá desfrutar da paisagem enquanto saboreia seu sorvete – muito bem servido, por sinal.

Ao fundo, em frente ao lustre, está a porta principal e o acesso à cafeteria e aos ambientes mais intimistas, incluindo uma sala decorada com quadros a óleo e uma estante onde vários livros se destacam – idéia sensacional!

Funcionários simpáticos e muito educados foram escolhidos criteriosamente pela administração; o tratamento é especial para todos que chegam.

Decoração refinada à disposição de quem deseja bater um papo em ambiente tranquilo.

Sofisticação no lavabos e na sala à disposição de familiares.

A decoração do corredor dos banheiros não é menos elegante que a dos demais ambientes.

No banheiro masculino o destaque é a foto do inesquecível Elvis Presley, cujas roupas e cortes de cabelo sempre chamaram atenção e influenciaram a rapaziada da época.
Lembro-me perfeitamente dos jovens que se vestiam à “moda Elvis”. Mas não parava por aí – muitos rapazes tornaram-se bons guitarristas, influenciados pelo artista.  Aliás, tudo que se referia à vida do cantor foi acompanhado por seus fãs.
Nesta foto antiga, Elvis usa um penteado super moderno para a época. Quem diria que nestas mesmas ondas, os jovens de hoje estariam surfando? Basta prestarmos atenção nas cabeças das duplas sertanejas: topetes não faltam.

O banheiro feminino é indicado pela sensualíssima, graciosa, icônica e também inesquecível Marilyn Monroe – um dos maiores símbolos sexuais do século XX. Em 1959 estrelou um dos filmes mais famosos de Holywood: Quanto Mais Quente Melhor, em companhia de Tony Curtis e Jack Lemmon. Sou sua fã incondicional – saudosa Marilyn…

Em meu modesto entender esta sorveteria é atração da cidade. Há muitas lojas espalhadas por Fortaleza, mas essa é especial. Aprecie-a sem moderação!


“Sabe aquele pote de feijão que você achou que era sorvete? O amor é mais ou menos isso”. (Soulstripper)


CONTATO:

BRASIL . CEARÁ . FORTALEZA – Onde Comprar Artesanatos de Qualidade.


IMAGEM DESTACADA: Fachada do Centro do Turismo de Fortaleza.

Em Fortaleza há duas localidades que chamam atenção para quem gosta de artesanatos de qualidade a preços convidativos: o antigo presídio e museu – atual Centro de Turismo de Fortaleza que só começou a funcionar em 31/3/1973 -, e o Mercado Central. Continuar lendo BRASIL . CEARÁ . FORTALEZA – Onde Comprar Artesanatos de Qualidade.

BRASIL . CEARÁ . FORTALEZA . Armazém dos Sabores – Imperdível!


IMAGEM DESTACADA: Visão parcial do Armazém dos Sabores.

Fomos ao armazém 3 vezes. A recepção simpática e acolhedora das proprietárias e dos funcionários nos cativou de imediato. Continuar lendo BRASIL . CEARÁ . FORTALEZA . Armazém dos Sabores – Imperdível!

BRASIL. CEARÁ. FORTALEZA: Mercado dos Peixes de Mucuripe.


IMAGEM DESTACADA: Praia do Mucuripe.

O Mercado dos Peixes, revitalizado em 2013, foi inaugurado na década de 60 com o objetivo de centralizar a venda de pescados e frutos do mar, a fim de evitar que esse tipo de comércio fosse praticado nas vias públicas.

Em uma das paredes do mercado, uma bela homenagem ao valente pescador Tatá.
Mercadorias sem preço, o que me leva a crer que a cobrança leva em conta a cara do freguês.

O lugar é bastante aprazível. Mas o cheiro…

É nesse trecho da Praia do Mucuripe, que comerciantes e moradores adquirem seu pescado fresco. O início das vendas começa em torno de 5 da manhã e segue até às 17.00 horas.
Após esse horário, barracas e cadeiras são armadas nos fundos do mercado (na beira da praia), a fim de atender os desejosos de comer o pescado de sua escolha frito na hora.
O interessado percorre o mercado, escolhe o que pretende comer, paga e leva para um dos boxes que trabalha somente com o preparo e fritura de seu pescado.
Desculpem-me, mas… quando vi a cor do óleo em que mergulham as frituras, mô-quirido… Óleo pronto para o descarte. Sem contar o cheiro de gordura que paira no ar e o impregna da cabeça aos pés.
Essa atividade funciona até as 22.00 horas. E mais: os preços praticados são tidos como convidativos, mas não foi isso que vi.


“Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir.”(Amyr Klink)


CONTATO:

 

BRASIL. CEARÁ . ROTA DAS EMOÇÕES – Onde Não Se Hospedar em Fortaleza.


IMAGEM DESTACADA: A FACHADA ENGANADORA – instalações que deviam ser condenadas! pela Saúde Pública.

NOSSO ROTEIRO
10º Dia na Rota: De Jericoacoara a Fortaleza.

Na saída da Vila tivemos a sorte de passar por um ninho de caburés. Como era de se esperar, os filhotes estavam devidamente protegidos pela melhor das sentinelas: a mãe. Cena mais fofa na qual nos demoramos por alguns segundos. Foi uma bela despedida de Jeri.

Em Fortaleza, Paulo (Off-Road Jeri ) nos deixou na porta de um dos piores hotéis (?) por onde já passei na vida.
Nem vou me estender em considerações, porque as fotos mostram fielmente o estado repugnante do quarto bem melhor do que qualquer argumento.
No primeiro apartamento que nos foi designado, a única coisa que se aproveitava era a vista:

A fachada engana. E muito! Recepção e corredores estão em condições habitáveis e é só.

Porém, os quartos…
A primeira surpresa: o quit de banho em cima da cama, com preço!

O primeiro quarto que nos destinaram era um horror! A madeira podre que servia de porta do banheiro estava quebrada e por isso não fechava.
Solicitamos outro quarto e nos ofereceram esse que você vê nas fotos, no primeiro andar. Não soubemos dizer qual o pior.


Neste, a janela tinha a fechadura quebrada, o ar condicionado quebrado e sem o controle! Todas as vezes que a vítima desta pocilga quisesse alterar a temperatura, tinha que chamar alguém da recepção para levar o controle até seu quarto nojento.

Nem a imagem da TV presta!

Paredes imundas, quebradas e com infiltrações. Nada no frigobar, a não ser a água que compramos.


Lixeira sem tampa… Vaso sanitário com acabamento de plástico flexível, vagabundo demais, estava sem um parafuso de ajuste.

REJUNTES IMUNDOS!
BANHEIRO NOJENTO!


Portas e alisares podres!


Quem pode confiar em uma tomada dessas?

Café da manhã bom – total contraste com o deplorável estado de conservação dos quartos e banheiros. Foi o que escapou além da vista do primeiro quarto que nos destinaram.

Para encerrar o alerta, observem o horário de encerramento da diária: 11.59 horas. Só pode ser piada!!! Passou desse limite, istepô, vai pagar outra diária.

Isto significa, mô-quirido, que antes de você entrar neste quarto repugnante, acerte seu relógio. Caso contrário…, amargará o valor de outra diária.

O acabamento da caixa d’água que chamam de piscina.
Decomposição do que anunciam como “hotel”.
Como o elevador demora séculos para fechar a porta, a solução foi retirar o botão acelerador de fechamento.

NOTA: Os hóspedes sobreviventes a tanta insalubridade é que deveriam ser indenizados pelo Samburá Praia, por terem sido expostos a ambientes excessivamente contaminados por fungos e bactérias.

Onde estão os ÓRGÃOS OFICIAIS do TURISMO, que admitem uma biboca patógena como essa a funcionar como hotel?

CONTATO:

 

 

 

 

BRASIL. ROTA DAS EMOÇÕES Com PAULO OFF ROAD JERI (2º Dia: Jericoacoara – Lagoas do Paraíso e Azul).


IMAGEM DESTACADA: Arredores de Jericoacoara.

NOSSO ROTEIRO
2º DIA na ROTA: Lagoa do Paraíso e Lagoa Azul.
Jeri mudou. Foram mudanças radicais (ótimas!)  em apenas 5 anos!
O ar bucólico de 1984, em que só se chegava à Jericoacoara atravessando as dunas a pé e com burros carregando sua bagagem, já era.
A (ex) Vila está situada em um Parque Nacional; há controle, mas não sei até que ponto. Por enquanto, Jeri não pode engordar nos quadris e só isso já é uma vantagem; isto é, a Vila não pode crescer para os lados.
Há 5 anos o burburinho da antiga aldeia de pescadores começava pouco depois de a moçada assistir ao Por-do-Sol (sim, com letras maiúsculas) do alto da duna. A noite era agitada devido ao nível descontrolado dos autofalantes que alimentavam a animação dos irrequietos na rua Principal. No  mais, a barulhada vinha de buzinas de buggys, ronco de motores de quadriciclos,e burburinho de restaurantes funcionando em quintais e varandas. Essa agitação não varava madrugadas e continua assim; prá ser sincera, diminuiu consideravelmente após as modificações pelas quais tem passado.
Na rua Principal, agora ocupada por barraquinhas de batidas incrementadas, de artesanatos, de guloseimas, não há mais barulho.
Cantores que se acompanham ao violão apresentam-se em restaurantes – ressuscitou-nos uma boa época de nossas vidas, em que podíamos andar pelas ruas do Rio à noite sem o menor temor. Era normal chegar de madrugada de sapato na mão, por ter dançado a noite toda nos arrasta-pés. Nem preciso dizer que o saudosismo bateu forte à minha porta.
Jericoacoara cresceu, conforme citei na postagem anterior, mas está organizada.
Ruas por onde trafegavam todo tipo de veículo, agora são fechadas após determinado horário e tornam-se exclusivas para pedestres. Gostei. Só isso já reduziu em muito o barulho de ronco de motores.

O COMÉRCIO
trabalha com preços justos, convidativos, beeem diferentes da exploração de Barreirinhas, MA, porta para os Lençóis Maranhenses.
Adquiri um cartão de memória para minha máquina fotográfica em Barreirinhas e paguei R$47,00 (quarenta e sete reais). Em Jeri comprei outro, idêntico, paguei R$5,00 (cinco!!! reais). Por aí você vai vendo a diferença, sem comentar outros “pormaiores” que deixo para as postagens futuras.

LAGOAS DO PARAÍSO e AZUL – “…pois talvez, quem sabe? O Inesperado faça uma surpresa…” (Caetano Veloso).

Neste dia tivemos a satisfação de conhecer Elivandro, piloto de um buggy bem descolado, que auxilia Paulo nos passeios mais descontraídos. Mas…, caso seja de sua vontade visitar as lagoas viajando em uma Hilux, não tem problema – o passageiro é quem escolhe e Paulo vai lá. Optamos pelo buggy.

Elivandro, dominando a fofura da areia em seu buggy descolado.

Elivandro é um jovem simpático, cordial, tranquilo e de bom papo.
Com precisão britânica, chegou à pousada para nos buscar no horário marcado.
Lá fomos nós ao encontro das lagoas, por caminhos nunca dantes navegados. Mesmo sendo esta a terceira vez que visitamos Jeri,
graças à ação da natureza, que naquela região se mostra bem imperiosa, “tudo muda o tempo todo” como diz Lulu Santos em seus versos. Portanto, mô quirido, você jamais! passará pelo mesmo caminho.
O paredão de areia imenso da foto abaixo foi uma das novidades que encontramos.

Meu fiel escudeiro fazendo bronzeamento natural.

Aconteceu que um pouco antes de chegarmos à Lagoa do Paraíso, a primeira que visitamos, Eli perguntou-nos se gostaríamos de conhecer uma das novidades do pedaço – o Alchymist Beach Club Lagoa Paraíso -, ou se preferíamos seguir em frente.
A burralda aqui, ao invés de dar uma olhada no tal clube e depois voltar e seguir em frente, optou por permanecer algum tempo no Alchymist e depois partir para a Lagoa Azul. Mofei com as pombas na balaia…
O Beach Club é representado por um brasão identificado por uma empresa chamada Luxury Group, estabelecido em Praga, que abrange hotéis de super luxo, restaurantes e clubes praianosDê uma olhada neste link e saiba a que tipo de luxo estou me referindo.
E foi justamente este grupo que inaugurou no Ceará duas unidades “descontraídas”: O Jardim Alchymist, no bairro da Aldeota, em Fortaleza, e o Alchymist Beach Club em Jericoacoara, com espaço separado para VIP’s na beira da praia. Espaço cobrado, claro.

Onde você paga mais caro para pegar o mesmo “Sol que te bronzeia” em qualquer lugar.


Mas não para por aí. Na beira d’água, colocaram espreguiçadeiras e guarda-sóis brancos, também pagos, caso seja de sua vontade desfrutar dessa proximidade. Tudo bem diferenciado dos locais mais… mais… “públicos” (os que ficam bem mais atrás).

Pagar para se esticar em local privilegiado…
A distância existente entre quem paga para ficar na beira d’água e quem não paga…

Depois que assisti ao vídeo que passo para você nesse link, me perguntei aonde irá parar tudo isso, inda mais agora que a  ex Vila de Jericoacoara está prestes a inaugurar um voo direto para Lisboa.

OS FATOS
Quem está trazendo a marca para o Brasil é um italiano de nome Giorgio Bonelli.
Digo trazendo, porque não acredito que as investidas do empresário nessas regiões paradisíacas, parem por aí; e temo que daqui a poucos anos, a beira de algumas lagoas sejam vistas com um colar de espreguiçadeiras e guarda-sóis, onde apenas pagantes desfrutarão desses cenários que herdamos gratuitamente da natureza.

Em 27/4/2018, o jornal O POVO (on line) noticiou a suspensão da autorização de funcionamento do clube pela SEMACE (Superintendência Estadual do Meio Ambiente) a partir do dia 25/4/18, após comprovação de que as instalações foram erguidas em local de preservação permanente; portanto, em desacordo com as leis de preservação ambiental.
Segundo a SEMACE, os proprietários deveriam desocupar e recuperar a área; essa medida foi estendida a todos que se enquadrassem nesse perfil.
Dia seguinte, o mesmo jornal noticiou que o clube, em 29/4, doaria alimentos perecíveis para a população de Jericoacoara, em virtude de seu fechamento.

O problema não é novo. Em 10 de março de 2017, o jornal Portal de Camocim publicou que o Alchymist Beach Clube havia sido autuado em R$500 mil pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). É este instituto que administra o Parque Nacional de Jericoacoara.
Indignado com a medida, o empresário voltou para a Itália prá chorar suas pitangas, e ameaçou fechar a fonte de alegados 250 empregos diretos e 500 indiretos.

“ESTÁ TUDO COMO DANTES NO QUARTEL DE ABRANTES”
Após pouco mais de um ano, o Alchymist voltou a funcionar em 13/6/2018, graças a uma liminar expedida pela Vara de Justiça de Sobral – notícia do jornal O POVO, de 09/6/2018.
Sim, mas… e a construção ilegal, em local de preservação permanente, como fica?
“Está tudo como dantes no quartel d’Abrantes”.

Na entrada do clube, uma escultura assinada por um artista de Sirinhaém, PE, impressiona pela criatividade e riqueza de detalhes. É belíssima!

 

A assinatura do autor da obra está no peitoral do animal, mas ilegível.

BILHETERIA
Para passar por esta porta, apenas idosos, deficientes físicos e crianças menores de etc, não pagam.

O banheiro: lindo por fora, mas descuidado por dentro – sujo e mal equipado de material higiênico.

Criatividade demais nos pingentes das luminárias, elaborados com talos das folhas das carnaubeiras.

 

O restaurante.

Boutiques: uma, de artigos esportivos; outra, de roupas e acessórios.

O CARDÁPIO – Sugestões a preços bem mais altos que os praticados no Centro de Jericoacoara.

Embarcamos nos pasteizinhos aromatizados com camarão, matamos a sede com água de côco, pedimos a conta e…

…fomos caminhar na beira da lagoa antes de darmos continuidade a nosso passeio.


Vi a propaganda na vela da jangada e me perguntei o que seria “esquibucho”… Mas, logo, logo, matei a charada: é o contrário do esquibunda!, claro. Só pode ser a descida de peito na lona molhada. Rimos muito.


Buscávamos o trecho da Lagoa do Paraíso em que ficamos em 2013, mas nosso compromisso com Eli não nos permitiu caminhar mais e tivemos que voltar. Ficará para a próxima.

A CAMINHO DA LAGOA AZUL

Ainda a Lagoa do Paraíso, quase em sua plenitude.A Lagoa Azul, que em 2013 atravessamos em jangada até alcançarmos o restaurante, encontramos quase seca…

A ingrata surpresa de vê-la tomada pelo mato e pela areia foi tamanha, que nem descemos do buggy e voltamos para Jeri.
Elivandro comentou que a Lagoa Azul secou de tal forma, que o restaurante chegou a fechar por um bom tempo por falta de clientela. Imaginem isso.

Boa parte do capim e da areia que você vê não foto, há 5 anos não existiam porque a Lagoa Azul estava cheia.

Jericoacoara, segundo informações de Paulo, ficou 5 anos sem chover!
Ficamos desapontados com a escassez de água da Lagoa Azul, mas logo adiante a frustração foi quebrada por uma breve parada de Eli ao lado de um buraco muito especial – um ninho de caburé.
De olhar aparentemente perdido, mas atento à agitação dos filhotes dentro do buraco, a avezinha que chamamos de coruja, vez ou outra, dava uma olhadela para baixo a título de conferência. Todo cuidado é pouco com essas crianças!…

Por hoje é só.

1º dia na Rota – De Fortaleza a Jericoacoara.
3º dia na Rota Andanças Por Jericoacoara.
4º dia na Rota – De Jericoacoara a Luiz Correa, PI.
5º dia na Rota – Carnaubinha Praia Resort.
6º dia na Rota Barreirinhas e Circuito Lagoa Azul.
7º dia na Rota – Santo Amaro do Maranhão
8º dia na Rota – Flutuação no Rio Formigas, em Barreirinhas
9º dia na Rota: De Barreirinhas (MA) a Jericoacoara (CE) – O Caminho de Volta e O Que Não Foi Visto na Ida.

A Ex Bem Cuidada POUSADA D’AREIA.
– Divino Cafeteria no Centro de Barreirinhas – É Divina!
– Hotel Villa Beija-Flor, em Jericoacoara.
– Hotel Villa Terra Viva, em Jericoacoara.
– Conto de Fadas – Onde Comprar em Jericoacoara.
O Charme do Comércio de Jeri.
– O Quintal Mais Badalado da Vila.
– Onde Almoçar em Barreirinhas. Ou não.

” VIAJAR É MUDAR A ROUPA DA ALMA” – poesia de camiseta.

CONTATO:

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BRASIL: Rota das Emoções Com PAULO OFF ROAD JERI – (1º Dia: de Fortaleza a Jericoacoara)


IMAGEM DESTACADA: A Hilux de Paulo – versão antagônica daquela que ficou famosa como “Princesinha do Agreste” em certa novela da TV -, pronta para qualquer parada. Continuar lendo BRASIL: Rota das Emoções Com PAULO OFF ROAD JERI – (1º Dia: de Fortaleza a Jericoacoara)

BRASIL . CEARÁ . Fortaleza – Crocobeach: Clube ou Barraca de Praia?


IMAGEM DESTACADA: Entardecer na Praia do Meirelles

As indicações para que conhecêssemos a  melhor “barraca” da Praia do FuturoCrocobeach – foram as melhores possíveis ao comentar que estaríamos viajando dia 16 de agosto para Fortaleza.

O que desconhecíamos era que a tal indicação tratava-se de um “clube”. Longe, muito longe de ser o que imaginávamos, acostumados com o que temos aqui do Rio de Janeiro.

Na verdade, o que chamamos de “barraca” tanto serve para definir aquelas que fincamos na areia para nos proteger do Sol, quanto as que a Prefeitura autoriza, de modelo próprio, para servir de ponto de aluguel de cadeiras de praia, bebidas, biscoitos etc. Continuar lendo BRASIL . CEARÁ . Fortaleza – Crocobeach: Clube ou Barraca de Praia?